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Companhias com receita entre R$ 250 milhões e R$ 700 milhões querem comprar negócios no País para fugir da crise

O mercado brasileiro já está no radar de grandes multinacionais há um bom tempo. Agora, porém, médias empresas da Europa começaram a buscar aquisições no Brasil para fugir da crise. São companhias com vendas anuais entre 100 milhões e 300 milhões de euros, ou algo em torno de R$ 250 milhões e R$ 700 milhões.

“Trata-se de uma tendência nova. São empresas que já têm um bom mercado na Europa, mas não são muito internacionalizadas”, afirma Daniel Benzercy Carneiro Cunha, sócio da empresa de consultoria em fusões e aquisições DealMaker, que está assessorando pelo menos dois clientes internacionais de médio porte. “Há cinco anos, esse tipo de empresa não fazia parte de nosso portfólio de clientes”, diz Marcos Mellão Alves Lima, que também é sócio da DealMaker, que possui expertise nas áreas de petróleo e gás e telecomunicações.

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Atualmente, a firma de consultoria possui cerca de 15 mandatos de fusões e aquisições em andamento, e um quarto deles, aproximadamente, envolve empresas estrangeiras. “No entanto, metade das consultas para novos mandatos vem de fora, algumas de grandes empresas, mas muitas delas de médio porte, com faturamento de até US$ 500 milhões por ano (ou o equivalente a R$ 900 milhões)”, disse Cunha.

Apesar da crise européia e de todas as incertezas envolvendo seu impacto para o Brasil, os consultores especializados em fusões e aquisições avaliam que o movimento de compra e venda de empresas não deve ser muito afetado este ano. Isso porque, do lado dos compradores, a crise européia e as taxas de juros negativas nos países de primeiro mundo continuam forçando as empresas a saírem em busca de oportunidades mais rentáveis pelo mundo. O Brasil continua sendo um bom lugar para investir no médio e longo prazo, mesmo com um crescimento de 3,5% do PIB em 2012.

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