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"Estou sendo muito criticado, mas acredito que a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour será boa para o país", escreveu

Abilio Diniz: troca de farpas com o sócio Casino por meio de cartas
Getty Images
Abilio Diniz: troca de farpas com o sócio Casino por meio de cartas
O empresário Abílio Diniz usou o Twitter nesta quinta-feira para dizer que sabe está sendo criticado e que ainda vai contar toda a história sobre as negociações de fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour . Após semanas negando negociações para comprar a unidade brasileira do Carrefour, nesta semana a rede confirmou que recebera uma proposta por parte da Gama, companhia controlada por um fundo administrado pelo BTG Pactual.

Diniz passou a defender a fusão e dizer que é boa para o país, enquanto o maior acionista do Pão de Açúcar, a rede francesa Casino, disparou violentas críticas contra o brasileiro e chegou a afirmar que ele ignorava a ética comercial e agia de forma ilegal.

"Estou sendo muito criticado, mas acredito que a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour será boa para o país e para os brasileiros", afirmou ele no microblog, acrescentando que também recebera manifestações de apoio.

Sem detalhar as pressões que vem sofrendo do sócio francês, Diniz aproveitou para fazer suspense sobre a transação: "Tenho fé em Deus e acredito no meu trabalho. Tudo vai acabar bem e em breve contarei toda a história".

O BNDES anunciou na quarta-feira ter enquadrado para análise uma operação no valor equivalente de até 2 bilhões de euros relativa ao projeto de internacionalização do Grupo Pão de Açúcar. Hoje, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) negou que a relação de Diniz com o governo influencie na decisão do BNDES e disse que o recurso, se for liberado, sairá do BNDESPar, subsidiária do BNDES, que não trabalha com dinheiro público. O governo chegou a defender a fusão, embora hoje o ministro Pimentel tenha dito que o caso virou "tsunami em copo d'água".

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