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"Estamos mais focados na venda de estoques, e as vendas estão sendo boas", afirmou diretor da Living, empresa da Cyrela

Após se concentrar na venda de imóveis em estoque nos três primeiros meses deste ano, a Cyrela Brazil Realty deve acelerar o ritmo de lançamentos no segundo trimestre, dando continuidade à estratégia de reduzir despesas e voltar a gerar caixa em 2012.

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"Estamos mais focados na venda de estoques, e as vendas estão sendo boas (no primeiro trimestre)", disse o diretor geral da Living -braço da Cyrela voltado para baixa renda-, Antonio Guedes, em teleconferência nesta terça-feira. O foco nos estoques, segundo ele, foi decorrente do elevado volume de lançamentos realizado nos últimos meses de 2011.

Mas, embora tenha optado por priorizar a redução dos estoques, a companhia descartou a prática de descontos sobre o valor dos imóveis, a exemplo do que vem sendo feito por outras empresas do setor.

"É muito mais (vantajoso) fazer campanha, trabalhar com corretor... não vamos oferecer descontos, para não prejudicar nossa margem", afirmou Guedes.

Ao final do quarto trimestre, o estoque da companhia -composto por unidades disponíveis para venda, inclusive as lançadas no período- somava R$ 6,5 bilhões a valor de mercado, sendo a parcela da Cyrela, sem considerar parceiros, de R$ 5,2 bilhões.

"O foco em vender estoque sem baixar o preço vai reduzir esse número", assinalou o executivo.

Segundo ele, o ritmo de lançamentos deve voltar a avançar no trimestre que se inicia em abril, mas em linha com o programado. Para este ano, a Cyrela suspendeu a divulgação de estimativas de lançamentos de imóveis, informando apenas que a marca Living deve responder por entre 34% e 42% do total.

Nos três últimos meses de 2011, os lançamentos somaram R$ 3,342 bilhões, queda de 26,2% sobre um ano antes. No ano, foram lançados R$ 7,905 bilhões, 3,9% mais do que em 2010.

Já as vendas contratadas em 2011 totalizaram R$ 6,497 bilhões, superando em 5,3% o dado do ano anterior. No último trimestre de 2011, as vendas foram de R$ 2,382 bilhões, queda de 6,3% sobre um ano antes. No final de janeiro, a empresa reduziu sua previsão de vendas em 2012 para a faixa entre R$ 6,9 bilhões e R$ 8 bilhões, contra meta anterior de R$ 8 bilhões a R$ 8,9 bilhões.

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