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Compras por meio de smartphones e tablets, que hoje são só 1%, devem crescer acentuadamente nos próximos anos

Consumo por meio de smartphones e tablets deve crescer acentuadamente nos próximos anos
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Consumo por meio de smartphones e tablets deve crescer acentuadamente nos próximos anos
As vendas pela internet deverão movimentar R$ 23,4 bilhões em 2012, cifra 25% maior que em 2011, quando o comércio eletrônico cresceu 26% e movimentou R$ 18,7 bilhões.

As estimativas são da empresa de consultoria e-bit, do grupo Buscapé, e consideram apenas a aquisição de bens. Os números não incluem a comercialização de passagens áreas, veículos e serviços, como a venda de ingressos.

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Agora, a nova fronteira do varejo online são os dispositivos móveis, como smartphones e tablets, além das ferramentas de marketing comportamental, que tentam decifrar como os consumidores se comportam, avalia o diretor do e-bit, Pedro Guasti.

A consultoria ainda fará um estudo sobre o consumo por meio de aparelhos móveis. Estima-se que apenas 1% do que é vendido online seja comprado em smartphones e tablets, mas a previsão é de que esse mercado cresça de forma acelerada nos próximos anos. Isso deve fazer com que as empresas busquem novas formas para alcançar os consumidores.

Classe C e Copa do Mundo

Com a entrada de mais consumidores da classe C e a maior diversidade de produtos comprados nas lojas virtuais, o valor médio desembolsado pelos internautas por compra (tíquete médio) deve continuar caindo no País. O valor deve recuar de R$ 350 em 2011 para R$ 340 em 2012, prevê o e-bit, depois de já ter caído 6,5% no ano passado. Nos Estados Unidos, onde o comércio eletrônico é mais maduro, o tíquete é de US$ 120.

Mas em 2010, ano de Copa do Mundo, o tíquete médio no comércio eletrônico foi recorde no Brasil, alcançando R$ 373, devido à aquisição de televisores e equipamentos mais sofisticados pelos consumidores.

O número de pessoas que consomem pela internet continua apresentando forte crescimento no Brasil, totalizando 31,9 milhões em 2011. No ano passado, 9 milhões de brasileiros compraram pela primeira vez em lojas online. Desde 2007, quando apenas 9,5 milhões fizeram aquisições pela internet, o número de usuários mais do que triplicou no País.

Serviços melhoraram no Natal

Muitas empresas conseguiram melhorar o serviço de entregas durante o Natal, após darem vexame em 2010, quando muitos clientes não receberam suas encomendas a tempo para as festas. O índice de atrasos por entrega caiu 17% durante a temporada de Natal em 2010 para 13% em 2011. O nível de satisfação dos clientes cresceu de 85% para 86%.

Compras coletivas

Os brasileiros gastaram no ano passado R$ 1,6 bilhão em sites de compras coletivas, como o Groupon e Peixe Urbano, de acordo com o e-bit. Mas o valor desembolsado por quem busca pechinchas na internet foi de R$ 78, bem inferior ao total gasto pelos consumidores que fazem compras nos sites tradicionais de comércio eletrônico, nos quais o valor médio gasto pelos consumidores foi de R$ 350.

O número de pessoas que fizeram compras em sites de compras coletivas aproximou-se de 10 milhões em 2011, enquanto o número de consumidores que fizeram compras em lojas online aproximou-se de 32 milhões no País.  

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