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Segundo os dados da Abegás, o destaque ficou com o expressivo crescimento de 13,3% no consumo industrial no período

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Apesar da queda na demanda das termelétricas, o consumo de gás natural no Brasil apresentou forte crescimento em abril de 2011 frente a igual mês de 2010, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). No período em questão, as vendas das concessionárias cresceram 8,2%, de 40,151 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d) para 43,453 milhões de m3/d. Excluindo as termelétricas, a expansão do consumo dos demais segmentos foi de 11,8%, passando de 36,107 milhões de m3/d para 40,370 milhões de m3/d.

Segundo os dados da Abegás, destaque para o expressivo crescimento de 13,3% no consumo industrial no período, de 25,624 milhões de m3/d para 29,036 milhões de m3/d. Outro mercado ligado ao segmento industrial que apresentou forte demanda foi o de cogeração, com uma alta de 12,3% no consumo, de 2,743 milhões de m3/d para 3,083 milhões de m3/d. Entretanto, o uso do gás como matéria-prima recuou 15,2% no intervalo de comparação, para 594,6 mil m3/d.

Nos mercados de pequenos volumes, as distribuidoras registraram um aumento de 11,3% nas vendas de gás para o setor residencial entre abril de 2011 e igual mês de 2010, para 860,7 mil m3/d. A demanda da classe comercial também cresceu 9,02% no período, para 652,1 mil m3/d. A exemplo dos últimos meses, as concessionárias registraram queda na comercialização do gás natural veicular (GNV). Desta vez, a redução foi de 2,45%, para 5,277 milhões de m3/d.

A entidade também divulgou uma diminuição de 6,47% do consumo de gás pelas termelétricas no período, de 4,044 milhões de m3/d para 3,782 milhões de m3/d. A queda no volume reflete a excelente situação dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras, sobretudo no Sudeste, onde os níveis de armazenamento das usinas são os mais elevados dos últimos anos. Com água de sobra nos reservatórios, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduz a utilização das térmicas, cujo preço da energia é mais caro, para garantir a segurança energética do País.

No ranking estadual das concessionárias, o Estado de São Paulo segue na liderança, com um volume de vendas de 15,385 milhões de m3/d em abril de 2011. As empresas do Rio de Janeiro seguem em segundo lugar, com 9,158 milhões de m3/d, seguidas pela Bahia (3,812 milhões de m3/d), pelo Espírito Santo (3,110 milhões de m3/d) e Minas Gerais (2,918 milhões de m3/d).

Na comparação entre março de 2011 e abril do mesmo ano, as vendas totais de gás recuaram 3,21%. Excluída a demanda das termelétricas, o consumo das demais classes (comércio, GNV, residências, indústrias, cogeração e outros) cresceu 2,6% nesse intervalo.

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