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Em nota, grupo francês diz que Abílio Diniz é quem está por trás da proposta hostil ao Carrefour, feita de forma "ilegal"

O grupo francês Casino disse que tem o poder de se opôr ao acordo anunciado nesta terça-feira que poderá unir as operações do rival Carrefour e do seu acionista no grupo Pão de Açúcar.

“Nenhuma negociação sobre o futuro da CDB (como é conhecido o grupo Pão de Açúcar) pode ser conduzida sem o consentimento e sem discussão prévia do projeto” pelo Casino, disse o grupo francês em nota.

O Casino controla o grupo Pão de Açúcar por meio de uma holding chamada Wilkes junto com o empresário Abílio Diniz, mas tem direito de assumir o comando do grupo a partir de 2012.

Segundo o Casino, a proposta anunciada hoje não foi liderada pela Gama, um fundo de investimento controlado pelo BTG Pactual com ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas sim uma proposta hostil feita “ilegalmente” pelo Carrefour e Diniz, de acordo com a nota do Casino.

“Este anúncio confirma que as negociações ilegais e secretas foram feitas. De fato, em consideração ao público, qualquer negociação envolvendo o futuro da CBD tem de ser feita com o Casino e o empresário Abílio Diniz”, afirmou o grupo, lembrando que o Casino lembrou desta operação ao empresário, que ignorou.

“Apesar deste aviso, eles continuaram as discussões, ignorando deliberadamente a lei e ética básica do negócio.”

O Casino deverá decidir nos próximos dias o que fazer para defender seus interesses e dos acionistas do CDB.