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Modelo será mostrado no fim do ano, mas presidente da empresa não acredita que produto alcance preços viáveis para o País

A Caloi está construindo um protótipo de bicicleta elétrica, que será exibido em uma feira no setor no Brasil até o fim do ano.

Mas o presidente da fabricante brasileira, Eduardo Musa, é cético e não acredita que a bicicleta elétrica será economicamente viável tão cedo.

"Os preços são muito altos, entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil", diz o executivo. Na China, o mercado de bicicletas elétricas está explodindo, mas há outra razão por trás desse forte crescimento. Xangai, por exemplo, proibiu o trânsito de motos, por considerá-las perigosas e prejudiciais à organização urbana, o que abriu espaço para a bicicleta elétrica como opção de transporte.

Escritório na China

A Caloi vai abrir um escritório de representação na China, onde estão os grandes fabricantes mundiais de componentes para bicicletas. A ideia é se aproximar dos fornecedores e conseguir, quem sabe um dia, convencê-los a abrir fábricas no País.

"Não existe no Brasil nenhum fabricante de câmbio para bicicletas, por exemplo", diz Musa. O Brasil, segundo ele, pode se transformar em um exportador de bicicletas, mas, para isso, precisaria desenvolver uma cadeia local de fornecedores. Hoje, 35% dos componenetes da fábrica da Caloi em Manaus são importados. O Brasil, diz Musa, já possui as duas matérias-primas essenciais: aço e aluminio. 

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