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Comprada pelo Magazine Luiza, rede de Silvio Santos deixa lacuna de informações ao não revelar seus custos, diz analista

Loja do Baú no centro de São Paulo: por R$ 83 milhões, uma rede de 121 pontos
Agência Estado
Loja do Baú no centro de São Paulo: por R$ 83 milhões, uma rede de 121 pontos

A compra das lojas do Baú pelo Magazine Luiza , anunciada hoje, parece ser um bom negócio para a rede comandada pela empresária Luiza Trajano, mas ainda faltam informações para que as análises sejam mais assertivas, segundo a visão corrente do mercado nesta segunda-feira. “Ainda faltam informações sobre a estrutura de custos e as margens do Baú”, diz Francisco Kops, analista da Planner.

Mas há evidências de que esse foi um bom negócio, afirma ele. Uma delas é o desembolso efetuado para que o Magazine Luiza incorpore cada um dos clientes da rede de lojas do apresentador Silvio Santos. “O preço foi de R$ 27 por cliente”, afirma o analista. O dado leva em consideração o montante da aquisição, de R$ 83 milhões, e o número de clientes informado no comunicado distribuído pelo Magazine Luiza.

“Ainda que não tenhamos todos os detalhes sobre os custos do Baú, esse é um número bem baixo”, diz Kops. “Se se colocar uma força de vendas na rua, não se consegue (cliente com esse investimento)”. Também é positivo o fato de as lojas serem complementares. “Fica mais fácil conseguir sinergias em um negócio como esses. O Magazine Luiza não está comprando uma empresa de outro ramo. O público das duas é similar”.

Os analistas também têm destacado que o valor desembolsado pelo Magazine Luiza é baixo em relação a outras transações ocorridas na indústria do varejo. Os R$ 83 milhões representam 20% do faturamento do Baú – em média, as aquisições no setor são feitas por valores entre 30% e 40% da receita.

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