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Apesar da crise, mercado brasileiro ainda deve continuar recebendo investimentos, afirma consultor da Ernst & Young Terco

Cenário ainda é favorável para fusões e aquisições no Brasil
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Cenário ainda é favorável para fusões e aquisições no Brasil
Apesar do acirramento da crise na Europa e os temores sobre os seus efeitos para o Brasil, o País ainda deve continuar recebendo investimentos.

Segundo Viktor Andrade, gerente sênior de fusões e aquisições da empresa de consultoria Ernst & Young Terco, existem alguns fatores estruturais que tornam o mercado brasileiro uma alternativa para os investidores, incluindo empresas e fundos de private equity, o que deve fazer com o movimento de fusões e aquisições permaneça mais aquecido no Brasil que em outros países.

Um deles é o fluxo de capitais. Grande parte dos ativos financeiros – que incluem o dinheiro depositado nos bancos, a dívida pública e privada e o capital privado - ainda está concentrada nos países ricos. “Quando você olha para a distribuição geográfica desses ativos, é de se esperar que eles migrem para outros lugares, uma vez que o baixo crescimento dos países desenvolvidos abre poucas oportunidades nesses mercados”, afirma Andrade. Existe um excedente de capital nos países desenvolvidos e uma escassez nos países emergentes, onde há demanda.

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Os Estados Unidos possuem US$ 55 trilhões em ativos financeiros. A Europa e o Reino Unido possuem US$ 42 trilhões e US$ 8,5 trilhões, respectivamente. Mas, em toda a América Latina, esse volume é de apenas US$ 4,7 trilhões. A China possui US$ 12 trilhões, enquanto a Índia e Rússia detêm US$ 2 trilhões e US$ 1 trilhão, respectivamente.

O Brasil também é um importador líquido. Isto significa que o País consome mais do que produz. E é essa demanda interna que atrai as empresas, que querem ou precisam se instalar no País para vender para os brasileiros.

Outro motivo que torna o Brasil atraente para fusões e aquisições são as elevadas taxas de retorno oferecidas por alguns setores, afirma o consultor da E&Y Terco. No mercado brasileiros, as margens de lucro giram em torno de 40% nos segmento financeiro, de mineração e petróleo, gás e energia. No setor de comércio, as margens se situam entre 25% e 30%.