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Companhia se comprometeu a corrigir o problema de produção da aeronave para cumprir metas de entrega de 2012

O presidente-executivo da unidade de aviões comerciais da Boeing reafirmou nesta quarta-feira que a fabricante pode corrigir o problema na produção do 787 Dreamliner e cumprir as metas de entregas deste ano.

O cronograma do avião de estrutura de carbono já tem um atraso de três anos. Em fevereiro, a fabricante anunciou sinais de "delaminação" na fuselagem traseira de alguns 787s, o que levantou dúvidas sobre o plano de construir dez desses aviões por mês até o fim deste ano.

"Não vejo nada até hoje que me faça acreditar que não entregaremos todos os 787s que planejanos para este ano", declarou Jim Albaugh em conferência do JP Morgan sobre o setor aéreo, que foi transmitida pela Internet.

A delaminação -separação de materiais sob estresse- foi resultado de um problema na fabricação que aconteceu na fábrica da Carolina do Sul. A fabricante disse que o problema pode afetar os primeiros 55 Dreamliners e que o conserto de cada avião demora de 10 a 14 dias. A Boeing ressaltou que os reparos podem atrasar as entregas no primeiro semestre deste ano, porém não a longo prazo.

Muitos especialistas duvidam que a Boeing será capaz de cumprir a meta de dez Dreamliners por mês. A atual taxa é de 3,5 aviões por mês. Apesar dos atrasos, o Dreamliner é sucesso entre os clientes, que já encomendaram 870 unidades. A primeira entrega do 787 foi no ano passado.

A concorrente da Airbus está aumentando a produção de todos os aviões comerciais para atender à crescente demanda.

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