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Em acordo de quase Us$ 4 bilhões, companhia quer expandir seu negócio no Brasil nos próximos cinco anos

A Avianca pretende adicionar 50 novas aeronaves a sua frota brasileira nos próximos cinco anos, disse o controlador da companhia aérea, German Efromovich, nesta quinta-feira, num acordo avaliado em quase US$ 4 bilhões.

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A encomenda deste ano pode ser direcionada à Airbus ou à Boeing com o prazo de dois a cinco anos para as entregas das aeronaves, disse Efromovich durante feira sobre espaço aéreo regional e defesa no Chile. Efromovich é dono da Avianca e controla a Avianca-Taca, uma holding que inclui a El Taca, de El Salvador.

O plano de expansão agressiva no Brasil da companhia aérea deve manter pressão sobre as duas maiores empresas brasileiras do setor, a TAM e a Gol, que registraram prejuízo no ano passado por conta de custos de combustível e um excesso de novos voos no mercado.

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A Avianca expandiu sua capacidade no Brasil em quase 70% nos 12 meses até janeiro, agravando uma disputa por fatias de mercado que reduziu preços de passagens e margens de lucro. Tanto a TAM quanto a Gol projetam crescimento mais modesto e aumento de preços neste ano. A TAM reduziu seu plano de frota para 2012 e a Gol disse na terça-feira que eliminará até 100 voos por dia para ajudar a reduzir custos e como forma de restaurar sua lucratividade.

Robustos gastos de consumidores e crescimento econômico acima da média global atraíram grandes investimentos em aviação na maior economia da América Latina, especialmente enquanto o país se prepara para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

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As duas maiores fabricantes de aeronaves do mundo, Airbus e Boeing, divulgaram suas previsões para a América Latina na terça-feira, onde vêem espaço no mercado para 100 ou mais novas aeronaves comerciais ao ano durante as próximas duas décadas.

O grupo Avianca-Taca é uma das principais companhias aéreas comerciais da região, com mais de 100 rotas em 14 países.

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