Tamanho do texto

Lucro líquido da companhia foi R$ 23,9 milhões, 62% menos do que em 2009; alta do dólar e reativação de aeronaves elevaram custos

O lucro líquido da Gol sofreu uma queda no primeiro trimestre do ano, puxada pelo aumento das despesas da empresa. A companhia lucrou R$ 23,9 milhões, 62% menos que no mesmo período do ano passado e 94% menos que no trimestre anterior. Apesar da queda no lucro líquido, o resultado operacional somou R$ 191 milhões, 12,7% acima do registrado no ano anterior.

As despesas operacionais cresceram 9% e somaram R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre. O custo maior se deve a um gasto maior com combustível e à reativação de cinco aeronaves. A Gol usará os aviões para fretamentos a partir de julho, com destinos à América do Norte e Europa, principalmente.

O balanço também aponta para um redução dos preços das passagens e um aumento das despesas operacionais da companhia. O yield líquido (valores médios pagos por cada passageiro por quilômetro voado) caiu de R$ 23,8 para R$ 19,53 entre o primeiro trimestre de 2009 e deste ano. Já as despesas operacionais da companhia cresceram 9% e somaram R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre. “Nos realizamos mais voos por dia que no trimestre anterior, aproveitando melhor as nossas aeronaves”, afirma o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior.

Para o segundo trimestre, a expectativa da Gol é que os preços se estabilizem ou sofram uma leva alta. A companhia reforçou que sua estratégia de negócios é aumentar sua receita principalmente com a redução de custos e ganho de eficiência nas suas operações, sem aumentar significativamente os preços. “Nossa estratégia é ser competitivos com os preços dos ônibus em todos os destinos que operamos”, afirma Constantino.

Para ganhar mercado na classe C, a Gol já planeja abrir pontos de venda em locais acessíveis para este público. A companhia está estudando vender passagens no terminal de ônibus Tietê e em um bairro da zona leste de São Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.