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Agência de promoção Salmón de Chile planeja incentivar o consumo do peixe em casa

Bruschetta de salmão defumado: receitas diferenciadas são mote para atrair consumo
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Bruschetta de salmão defumado: receitas diferenciadas são mote para atrair consumo

Depois de produtos em pedaços, sem pele e vendidos em filetes, cadeias de supermercado como Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour ampliam opções e já vendem o salmão também "pronto para comer". Para preparar o pescado, basta esquentar.

A venda de produtos de maior valor agregado faz parte da estratégia da Salmón de Chile, agência de promoção que agrega o governo do país sul-americano e cerca de 20 produtores do peixe, para incentivar o consumo doméstico do alimento que se popularizou no Brasil, saiu dos restaurantes japoneses e já é encontrado até em self-services.

Melanie Whatmore, chefe da marca Salmón de Chile, aponta que a campanha de marketing para incentivar o consumo do produto, que completa um ano no País, deve ser renovada até 2015. 

"Começamos levando o pescado inteiro ao supermercado, que era cortado por funcionários da rede. Agora já conseguimos comercializar tamanhos diferentes e em formas diversas". De acordo com Melanie, os produtores encontram passe livre no varejo. "Para as redes é interessante, já que é uma forma de impulsionar as vendas".

Foco na renda alta, olho na classe média

O preço desses produtos mais elaborados pode chegar a R$ 70 o quilo. Geralmente são vendidos em pequenas quantidades, entre 100 e 200 gramas, o que dilui o custo maior. Hoje, na forma tradicional, o salmão pode ser comprado a partir de R$ 20 o quilo. Porém, é encontrado por até R$ 50 o quilo em alguns locais de São Paulo.

Como consequência, o foco da campanha são consumidores com renda mais alta. Mas Melanie conta que os produtores também estão atentos ao crescimento da classe média brasileira. "Para eles, o salmão é aspiracional. Eles podem consumir com frequência menor, de uma a duas vezes por semana, mas também consomem."

Melanie Whatmore, chefe de marca da Salmón de Chile: campanha de marketing completa um ano
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Melanie Whatmore, chefe de marca da Salmón de Chile: campanha de marketing completa um ano

A variação de preços, conta, depende dos acordos comerciais com cada rede de varejo. "Quem faz contratos com prazos mais longos consegue manter o preço por mais tempo". E, basicamente, refletem um mercado aquecido.

Em 2012, as exportações do pescado para o Brasil aumentou 49%. Este ano até maio, o crescimento foi de 26%. O País já é o terceiro maior consumidor do salmão, atrás apenas dos Estados Unidos e Japão, que mantêm uma taxa de crescimento de 15% a 20% ao ano. Outros países emergentes, como a China, também estão na mira dos produtores.

Há espaço para crescer. Isso porque o Brasil corresponde a 14% do total de exportações do pescado em toneladas do Chile. A participação já aumentou de 2012 para este ano em 2 pontos porcentuais.

Ao lado da Noruega, do Canadá e da Escócia, o Chile é um dos maiores mercados produtores do mundo. No país vizinho, 90% da produção é exportada. 

Segundo Melanie, o País tem potencial para atingir 106 mil toneladas do peixe, consumo registrado nos Estados Unidos no ano passado. Hoje, são 67 mil. Os produtos chilenos correspondem a 90% do mercado nacional, de acordo com a marca.

Próximos passos

A campanha de incentivo ao consumo tem foco em São Paulo e é reforçada também no Rio de Janeiro. Mas a marca busca elencar uma terceira cidade ou região para divulgar os produtos. 

Melanie conta que um estudo está sendo elaborado para mapear o consumo do peixe nas regiões do País. "Sabemos que se concentra em São Paulo. Mas isso porque o centro de distribuição está no Estado. Queremos chegar em regiões distintas".

A marca também planeja ampliar atividades realizadas em redes de supermercado, como degustações do produto. "Queremos oferecer mais promoções aos consumidores e até aulas de cozinha".

A campanha continuará concentrada também nas redes sociais. A página da marca no Facebook divulga receitas diferenciadas com o pescado e já congrega mais de 126 mil potenciais consumidores. "Há um grande interesse especialmente de mulheres entre 25 e 45 anos", diz Melanie. 

No futuro, diversos tipos do pescado também podem chegar ao mercado brasileiro. Mas hoje, conta a executiva, os produtos se dividem em peças defumadas e tradicionais. "Será um segundo momento do mercado".