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Índice ICS permaneceu em 119,4 pontos e reverteu a queda de 0,7% registrada em maio

Agência Estado

Prestadores de serviços tradicionais estão mudando sua capacitação e organização
BBC
Prestadores de serviços tradicionais estão mudando sua capacitação e organização

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou estável em junho na comparação com o mês anterior, permanecendo em 119,4 pontos e revertendo a queda de 0,7% na comparação entre maio e abril. Apesar da estabilidade, nove entre os 12 segmentos pesquisados apresentaram redução na confiança. "De modo geral, os indicadores da Sondagem de Serviços de junho de 2013 sugerem a manutenção de um quadro de desempenho ainda moderado", informou a instituição.

Em junho, houve uma piora na avaliação sobre o momento atual, mas a expectativa para os próximos meses apresentou um comportamento positivo pela primeira vez desde novembro do ano passado. O Índice da Situação Atual (ISA-S) caiu 0,7%, para 102,6 pontos, mantendo-se abaixo da média histórica de 110,3 pontos. O Índice de Expectativas (IE-S), por sua vez, teve ligeira de 0,4%, para 136,1% pontos, mas também segue abaixo da média histórica (139,5 pontos). Para a FGV, isso mostra que "o setor continua em compasso de espera de sinais mais evidentes de recuperação".

A redução no ISA-S entre maio e junho foi influenciada pelo recuo de 1% no quesito volume de demanda atual. A proporção de empresas que avaliam a demanda atual como forte passou de 15,0% para 15,3%, enquanto a parcela das que a consideram fraca sai de 17,8% para 19,1%. "A percepção sobre a situação presente evoluiu desfavoravelmente pelo terceiro mês consecutivo, embora a taxas cadentes. Houve, contudo, interrupção da trajetória de seis meses de gradual diminuição do otimismo em relação aos meses seguintes", avaliou a FGV.

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O indicador que mede a expectativa de demanda nos meses seguintes foi o que mais contribuiu para a alta do IE-S, ao avançar 0,9% em junho. A proporção de empresas prevendo melhora da demanda aumentou de 43,0% para 43,9%, enquanto a parcela daquelas prevendo piora diminuiu de 7,4% para 7,1%. O indicador do quesito "tendência dos negócios" ficou praticamente estável, avançando 0,1% em junho.

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