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Estudo feito pela consultoria A.T. Kearney considera as melhores oportunidades para investir entre as economias emergentes

Brasil Econômico

Brasil é o maior mercado de vestuário da América do Sul, com US$ 42 bilhões em vendas
Epitácio Pessoa / AE
Brasil é o maior mercado de vestuário da América do Sul, com US$ 42 bilhões em vendas

O crescimento da classe média, maior percepção de moda e um mercado de shopping centers em expansão contribuíram para que o Brasil saltasse da sétima para a quinta posição no Índice de Varejo de Vestuário da A.T. Kearney.

O país é o maior mercado de vestuário da América do Sul, com US$ 42 bilhões em vendas, três vezes mais que o México, nono colocado no ranking, com US$ 14 bilhões. Pietro Gandolfi, diretor da A.T. Kearney, ressalta que empresas nacionais e estrangeiras devem continuar a investir no Brasil, nos próximos dois ou três anos. “Todos os players, que não estão diretamente no país, olham para cá”, diz. A GAP abrirá sua primeira loja no Brasil este ano.

“Grandes marcas, como C&A e até a Zara, já estão nas principais cidades do Brasil e começam a perceber que também há espaço em cidades menores, que tem uma demanda grande”, completa.

Segundo Gandolfi, a grande questão, tanto para os players que aqui estão, quanto para os que pretendem entrar no mercado brasileiro, é a escolha do valor que será atribuído às marcas. “Eles terão que optar por ter um preço competitivo ou ter produtos mais sofisticados. Essa é a mesma pergunta feita há anos, quando chegaram na Europa e nos EUA”, ressalta. “Marcas com preços mais altos podem sim ter sucesso no Brasil”.

Um número que sustenta essa previsão é a expectativa de crescimento do mercado de luxo no país, que deverá movimentar mais de US$ 48 bilhões até 2025. Entretanto, a expansão ainda é freada por dificuldades, como infraestrutura e alta carga tributária. “Quem tem dinheiro para comprar produtos sofisticados acaba optando por fazer suas compras no exterior.

Para Gandolfi, o Brasil deve continuar evoluindo no ranking e, no médio prazo, passará países como o Chile, terceiro colocado. “O mercado chileno deve chegar a saturação em breve.Já o potencial brasileiro é maior e oferece mais oportunidades”, defende o diretor, que aposta que Colômbia, Venezuela e Peru devem figurar na lista, nos próximos anos.

O estudo analisa os dez principais países em desenvolvimento em termos de atratividade de mercado, desenvolvimento do varejo e risco país para o setor de varejo de vestuário. O e-commerce também tem sido responsável por um grande volume de vendas.

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