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Empresa diz ter imagem prejudicada por outras do setor, que lideram rankings de queixas

O presidente da NET Serviços, José Félix, disse nesta segunda-feira que a maior fiscalização da Anatel sobre as prestadoras de serviços de TV por assinatura e de banda larga deve mostrar a real situação das empresas do setor. O executivo diz ter ido “correndo” à reunião com o órgão regulador para se explicar, pois seus “dados não batem com os do setor”.

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“Quando lancei banda larga de 1 Mbps, todo mundo passou a ter 1 Mbps. Lancei 8 Mpbs e cinco minutos depois, todos tinham 8 Mbps. Acredito que vão ser colocados os pingos nos is para cada empresa entregar o que vende”, disse durante apresentação de resultados da empresa. “Mas minha cabeça é de Estado mínimo. Não gosto de uma interferência muito grande”, ponderou.

A cobrança de Félix por “nome aos bois”, segundo ele, ocorre porque a NET está longe das primeiras posições em rankings de empresas com mais reclamações em órgãos de defesa do consumidor. “Num setor complexo e meio explosivo, isso gera uma pré-disposição para o assinante começar a se sentir prejudicado”, afirma.

A pressão sobre as empresas de TV por assinatura começou em logo após a Anatel fechar o cerco contra empresas de telefonia e ter suspendido a venda de chips de TIM, Oi e Claro no mês de junho. Em um cenário de “crescimento chinês”, nas palavras da própria Anatel, ficou estabelecida uma meta de 0,65 reclamação a cada mil assinaturas.

Félix diz que empresas de TV paga atuam em um terreno mais suscetível à interferência de falhas de outros serviços e acabam levando “má fama”. “Tem de tudo: escondemos os cabos em viadutos e vão lá e roubam, não sei para quê. Falta energia elétrica, cai a rede. Queimam o poste e... queima a rede”, exemplifica.

Entre as principais queixas de clientes da NET levadas à Anatel, problemas de entendimento da conta lideram. “Tem um famigerado pró-rata que para o assinante entender é muito difícil. Estamos investindo em um novo sistema de cobrança que pretende resolver 90% das dúvidas do nosso assinante ou de qualquer ser humano”, diz Félix. “A fatura já está velha quando chega ao assinante, que pode já ter trocado de pacote ou um serviço novo e coisas desta natureza geram dificuldade”, explica. Em tempo: pró-rata diz respeito ao valor médio do plano, do dia da contratação do serviço até o início do período de cobrança.

Segundo Daniel Barros, diretor executivo de operações da NET, a empresa tinha na primeira lista um índice de 0,69, “o menor entre as empresas analisadas pela Anatel”. Na prévia de setembro, segundo a empresa, o número já se aproxima da meta, acompanhado de uma pontuação de 99 para atendimento numa escala que vai até 100.

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