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Design, tecnologia e atendimento qualificado são diferenciais desse tipo de loja

Entrar na loja, escolher o produto, passar no caixa e sair. Essas quatro etapas formam o processo convencional de compra em uma loja. Mas cada vez mais empresas de vários setores percebem que é necessário agregar mais valor a essa experiência.

“Com o investimento em lojas-conceito, as empresas têm total domínio do espaço físico e do canal de vendas. Assim, podem oferecer uma experiência de atendimento mais rica, superior à experiência fornecida quando o produto é oferecido por meio de um varejista”, diz Fábio Pando, consultor de branding e professor do curso de MBA da ESPM. Segundo Pando, o objetivo dessas lojas é fazer com que o cliente saiba quais são os valores da marca e o que ela representa.

Loja da Oi em São Paulo: telas de tablet para atrair clientes
Cristina Gallo/Fotoarena
Loja da Oi em São Paulo: telas de tablet para atrair clientes

No Brasil, a operadora Oi é uma empresa que apostou nesta estratégia. A operadora inaugurou recentemente sua primeira loja-conceito no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Essa loja aposta nas telas sensíveis ao toque para atrair clientes.

Aplicações desenvolvidas pela empresa de tecnologia Mobbit, do grupo Ongoing, controlador do iG, permitem que os clientes vejam informações dos aparelhos, comparem produtos e experimentem serviços da operadora em telas sensíveis ao toque. De hora em hora, as telas são usadas em conjunto com a iluminação da loja em um show multimídia.

"O projeto levou dois meses e envolveu cerca de 20 pessoas, entre programadores e funções de apoio", diz Pedro Gomeiro, diretor comercial da Mobbit. Ele explica que os sistemas usados na loja envolvem não somente a área acessada pelos clientes, mas também a área de gestão da loja. "É uma loja que não usa papel. Você compra e a nota fiscal é enviada por e-mail", diz o executivo.

Estratégia

Antes de investir em lojas-conceito, é necessário fazer uma avaliação estratégica, segundo Pando, da ESPM. “Essas lojas servirão apenas para demonstrar os produtos e oferecer uma experiência de uso diferenciada ou terão que dar resultado em vendas? Ou as duas coisas? Isso é possível, mas os objetivos devem ser definidos com clareza antes do início do projeto”, argumenta Pando.

Segundo o consultor, a venda de produtos nem sempre deve ser o objetivo principal de uma loja-conceito, embora isso possa ocorrer. “Veja as lojas da Apple, por exemplo. Elas vendem muito, mas são mais do que lojas. São quase pontos turísticos. Mesmo se não comprar nada, o visitante já tem uma experiência que comunica os valores da marca”, diz.

Outra função das lojas-conceito é servir como laboratório de testes. Segundo Pando, nessas lojas o próprio cliente se dá mais tempo para experimentar os produtos e está aberto a novas abordagens de venda. “Uma loja conceito permite que a empresa ouse, experimente tecnologias e métodos de venda antes de ampliá-los para todo o mercado”, afirma Pando.

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