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GLT, desenvolvedora de soluções para o banco, tem unidades no Brasil, China, Índia e Malásia

No HSBC, com em seus pares, a palavra de ordem é cortar custos em todos os setores e no mundo inteiro. E o que tem ajudado a instituição nessa trajetória são os centros de tecnologia 100% controlados pela instituição, e espalhados por quatro países (Brasil, China, Índia e Malásia).

O trabalho desses centros é desenvolver soluções na área de tecnologia da informação e que são demandadas pelo banco, como aplicações para internet banking e segurança de dados. O Global Technology do Brasil (GLT) conta com 750 funcionários. “O objetivo é baixar custos e a terceirização de serviços de tecnologia é um custo elevado para os bancos”, explicou o presidente do GLT Brasil, Jacques Depocas.

A empresa não revela de quanto seria a economia, mas a centralização do desenvolvimento dessas soluções fora dos países desenvolvidos ajuda a explicar a motivação. Enquanto no Brasil o gasto mensal para um programador dessa área é de US$ 5 mil e na Índia é de US$ 4 mil, nos Estados Unidos pode chegar a US$ 20 mil por mês.

Nessa redução de custos - hoje, a principal diretriz de trabalho do presidente mundial do HSBC, Stuart Gulliver - o GLT tem trabalhado com a criação de módulos dos produtos. Mesmo com as particularidades de cada país — em relação às operações permitidas e escala —, esse sistema permite que apenas alguns pontos sejam adaptados, evitando o retrabalho e, assim, reduzindo os custos de desenvolvimento.

Depocas vê um grande potencial para o crescimento da unidade brasileira da GLT, assim como de outras empresas do setor no Brasil. Ele afirma que o mercado indiano, o maior do mundo com US$ 50 bilhões na terceirização de serviços de TI, está com a demanda saturada, o que poderia ajudar o Brasil — que tem um mercado estimado em apenas US$ 2 bilhões.

Na avaliação do executivo, o fator positivo para a atração de novos projetos ao Brasil é o perfil dos colaboradores, mais questionadores que chineses e indianos, por exemplo, conseguindo ficar com os trabalhos mais complexos. Segundo ele, apenas 30% dos trabalhos feitos pela GLT Brasil são destinados ao HSBC no país. A América do Norte responde por 20% das operações, a Europa com 40% e 10% para outros países. “Nós somos reconhecidos pela qualidade do serviço. O que é mais complicado vem para cá”, defende.

Mas para manter a qualidade, a empresa tem investido em benefícios aos colaboradores, como curso de línguas e de liderança e a possibilidade de intercâmbio em outros países para a prestação de serviços aos clientes, no caso, as unidades do HSBC no mundo todo.

Mas embora espere e trabalhe para que a expansão na GLT no Brasil continue acelerada, Depocas ressalta que há uma grande integração com as outras três unidades.

Um exemplo disso é um sistema criado que dar suporte 24 horas a uma determinada solução. Para evitar colaboradores trabalhando de madrugada, quando o rendimento em geral é menor, a opção foi dividir a carga de trabalho entre Brasil e China, sendo que cada unidade cobre 12 horas do dia.

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