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Shopping on-line está testando piloto de entrega via Correios para profissionalizar clientes

Os números do Mercado Livre impressionam. O maior portal de comércio eletrônico do país realiza uma venda a cada dois segundos. Em sua base de vendedores únicos estão 5 milhões de pequenos e médios empreendedores, dentre os quais, 100 mil pessoas jurídicas, que respondem por 50% das vendas. Para garantir a qualidade dessas negociações, vale até manter uma espécie de câmara de arbitragem, que faz a intermediação de problemas entre vendedores e fornecedores.

Agora, o Mercado Livre também aposta na logística para melhorar a qualidade. “Estamos fazendo um teste, com entrega pelos Correios para melhorar a experiência de compra”, diz Leandro Leite Soares, diretor de marketplace do Mercado Livre. Essa não é a única iniciativa da empresa nesse sentido.

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Atualmente, 25% dos negócios da empresa já estão no Mercado Pago, plataforma de pagamento online que atende, além do site Mercado Livre, clientes como o Walmart.com. “Está é a unidade de negócios que mais cresce”, afirma Soares.

Além de profissionalizar o serviço prestado por pequenas empresas, o Mercado Livre também está investindo para se aproximar de grandes varejistas. Não satisfeita com a oferta de mais de 48 milhões de itens de produtos em seu site, o shopping quer agora atrair lojas âncoras, como são chamadas as grandes lojas de varejo de shoppings, que ajudam a dar visibilidade aos empreendimentos.

O portal já mapeou 100 grandes lojistas de suas 20 principais categorias para compor seu mix de oferta. Isso só foi possível porque a empresa liberou sua API (interface de programação de aplicativos, na tradução livre) ao mercado. A primeira integração foi feita com o site Bebê Store, que anunciava 500 produtos no site e passou a 35 mil itens.

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