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Fundador da varejista de eletros que leva seu sobrenome manteve as unidades do Sul e vai começar outro negócio

Adelino Colombo passou os últimos anos desmentindo os rumores de que sua rede de lojas estava à venda. Mas acabou não resistindo. Próximo de seu aniversário de 82 anos e sem filhos interessados em tocar os negócios, o empresário se desfez de 65 unidades da Lojas Colombo espalhadas pelo interior São Paulo e Minas Gerais para Ubirajara Pasquotto, dono da Cybelar. Adelino manterá as 260 unidades de sua rede no Sul do país e diz que usará o dinheiro para investir em outro ramo do comércio.

“A venda destas lojas foi um plano estratégico para que eu possa entrar em outra atividade, a qual pretendo dar início no começo do ano que vem”, disse Adelino Colombo ao Brasil Econômico. Já a Cybelar fortalece sua presença no interior de São Paulo com as 62 unidades da Colombo instaladas por lá. Além disso, pisa pela primeira vez fora de seu estado de origem, já que os outros três pontos de venda adquiridos estão localizados nas cidades mineiras de Lavras, Três Corações e Itajubá. As unidades envolvidas na negociação vão passar o Natal com Adelino e somente a partir de janeiro se juntarão aos outros 94 pontos de venda de Pasquotto. “Ele vai mudar o nome das lojas para Cybelar”, diz Colombo.

Outros negócios

Adelino é mais conhecido pela varejista de eletroeletrônicos que leva seu sobrenome. Mas ele também é proprietário de uma rede que comercializa motos, uma representante de pneus Goodyear, uma administradora de imóveis e um consórcio de motos e eletros. O problema enfrentado é a falta de um sucessor. Nenhum dos quatro filhos tem interesse em dar continuidade aos negócios. Ele também tentou buscar executivos no mercado, mas todas as tentativas falharam.

Primeiro foi a contratação de Eldo Moreno, ex-Magazine Luiza, em 2005. O executivo que ocupava um cargo de confiança na concorrência ficou na superintendência da Colombo por três anos. Em meados de 2011 chegou a vez de Gustavo Courbassier assumir a superintendência da companhia. Ele já tinha intimidade com a Lojas Colombo, antes mesmo de ser contratado por Adelino, pois representava o Bradesco na Crediare, a financeira do grupo da qual o banco é dono da metade. Courbassier ficou apenas cinco meses no cargo por uma falta de adaptação de sua família em Farroupilha, cidade do interior do Rio Grande do Sul onde fica a sede da Colombo.

Desde então, Adelino não conseguiu achar um substituto e segue sozinho à frente dos negócios. “Talvez seja necessário buscar um executivo para cuidar da empresa que pretendo criar”, diz sem dar mais detalhes. A Lojas Colombo deve encerrar 2012 com um faturamento de R$ 1,5 bilhão, alta de 8,6%. Mas este aumento é simplesmente uma recuperação, já que a empresa alcançou esta receita em 2010. Até a negociação com a Cybelar, a rede de Adelino somava 325 unidades, mas chegou a ter mais de 340. Líder no Sul do país, a varejista também tentou se firmar na capital paulista, onde teve duas lojas, mas elas fecharam após um breve período de operação.

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