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País asiático se consolida como quarto principal parceiro comercial do Brasil, enquanto vendas gerais caem

Em um ano no qual as exportações brasileiras sofrem com a baixa demanda no exterior, as vendas de produtos industrializados para a China crescem, o maior consumidor de produtos básicos do Brasil. O gigante asiático é o quarto maior cliente industrial nacional, e o governo quer aumentar a parceria que dá certo nos produtos básicos.

Com compras neste ano de US$ 3,4 bilhões de itens industrializados, o que representa uma alta de 9,5%, a China está atrás apenas de parceiros tradicionais, Argentina e Estados Unidos, com importações de US$ 11 bilhões cada, além da Holanda, que comprou US$ 4 bilhões. No geral, as exportações de itens industrializados caiu 5%, somando US$ 90,4 bilhões.

O governo tem uma meta de expandir este comércio para US$ 11 bilhões nos próximos anos, e para isso, uma missão de empresários embarcará para China no dia 30 de novembro.

Também devido a uma parceria entre o governo federal e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), empresários agora têm a possibilidade de montar escritórios de representação em um complexo detido pela Apex, em Xangai, com redução de custos.

Para Cesar Yu, representante da Apex na China, ter um escritório no país é essencial para o sucesso das exportações. Segundo ele, exportar manufatura para o gigante asiático requer conhecimento cultural e proximidade com o cliente, pois este foge de problemas no pós-venda. “O relacionamento é o principal fator que os chineses levam em consideração na hora de fechar um negócio”, declara Yu.

Apesar dos bons resultados que os industrializados estão tendo na China este ano, vendas pontuais, como aviões, garantem a alta. Empresários lutam para conseguir entrar com produtos comuns no mercado chinês, como nos setores têxtil e alimentício. “A China não é mais um mercado onde são feitos apenas produtos baratos. O país tem uma classe média emergente que consome cada vez mais produtos com valor agregado. É onde se encontram as grandes possibilidades”, diz Juarez Leal, da Unidade de Estratégia de Mercado da Apex. Para Leal, dois setores que possuem competitividade para atuar na China são os de construção civil e tecnologia da informação.

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