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Fundador diz que processos necessários para lançamento de ações estão prontos, à espera de um momento melhor no mercado financeiro

A operadora de turismo CVC, que ensaiou uma entrada na bolsa de valores de São Paulo no início do ano, mas desistiu devido ao cenário adverso dos mercados financeiros, deve fazer nova tentativa na primeira metade de 2013. O IPO, sigla em inglês para a oferta inicial de ações, está sendo planejado para ocorrer entre o primeiro e o segundo trimestre, segundo Guilherme Paulus, fundador e presidente do conselho de administração da empresa.

O executivo afirma que as auditorias e processos de governança necessários para a abertura de capital continuaram sendo feito, mesmo com o recuo do IPO. “Está tudo preparado, poderíamos lançar ações agora. Mas a questão é: o mercado está ‘comprador’?”, diz Paulus.

Segundo Paulus, a CVC está capitalizada e não depende da emissão de ações para dar sequência aos planos de investimento -- ou seja, um novo adiamento do IPO poderia ocorrer, caso a avaliação seja de que o mercado continua adverso. “Passamos por um momento bom, no qual podemos nos financiar”, diz Paulus. A empresa tem planos de investir R$ 500 milhões até 2014 para expandir a rede de hotéis GJP , criada pelo executivo em 2005.

Paulus fundou a empresa em 1972 e foi o principal responsável por transformá-la na maior operadora de turismo da América Latina. Em 2010, ele vendeu 63,3% da CVC ao fundo americano Carlyle e se tornou acionista minoritário no negócio. O empresário não revela que parcela da empresa seria vendida na forma de ações, no caso de o IPO aconteça, nem qual seria o preço pretendido pelos papéis.

A deterioração do mercado de capitais, como consequência da crise internacional, levou outras empresas brasileiras a adiarem ou desistirem de abrir capital ao longo do ano, como a Brasil Travel (concorrente da CVC), a empresa de infraestrutura Isolux e a de petróleo e gás Seabras.

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