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Companhia de serviços de TI foca em computação em nuvem para conseguir crescer 25% ao ano

A Mexicana Softtek, de serviços de TI, espera ultrapassar o primeiro bilhão de reais em faturamento pela primeira vez em 2014. Com receita na casa de R$ 600 milhões em 2011, a empresa prevê crescer 20% em 2012 e impulsionar o percentual para 25% nos anos seguintes. Neste cenário, o Brasil, responsável por 28% do faturamento global, terá um papel-chave, principalmente na área de computação em nuvem.

Neste ano, a empresa abriu em um Centro de Excelência em Cloud Computing no México e, com o investimento, pretende chegar aos 100 especialistas até o final de 2013. Agora, o alvo é o Brasil. A expectativa é abrir no país um centro similar em 2013 e reunir entre 50 e 60 especialistas no país.

A criação do centro brasileiro se fez necessária pois o país é considerado o segundo mercado mais importante entre as operações da Softtek para ofertas de cloud computing, e a expectativa é que se torne o primeiro. “Devemos ter os primeiros contratos nesta área ainda neste mês”, diz Francisco Lara, presidente da Softtek para América Latina e Caribe.

Segundo ele, os primeiros clientes na área de computação em nuvem serão do setor de varejo. Um exemplo de serviço que será oferecido é o armazenamento de dados do comércio eletrônico das redes “na nuvem”. “Desta forma as empresas não precisam comprar mais servidores por conta do crescimento do acesso às lojas virtuais”, explica. Com isso, a empresa espera ganhar cinco novos clientes neste ano e mais 18 em 2013.

Entre as parceiras da companhia nesta área estão a Amazon e a Microsoft. “Somos um dos seis parceiros da Microsoft para a plataforma Azure no mundo”, diz Lara. O Azure é uma das apostas da Microsoft na área de cloud computing, e oferece serviços a partir de datacenters da espalhados pelo mundo, como armazenamento de dados.

Para se ter um ideia do crescimento dos serviços de computação em nuvem, um estudo elaborado pela IDC a pedido da Microsoft indica que esta área vai gerar 14 milhões de novos empregos no mundo até 2015 e produzir uma receita que pode passar de US$ 1 trilhão.

No Brasil, a pesquisa aponta um crescimento de 67,5% ao ano no número de vagas.Neste contexto, Lara prevê um crescimento de 35% ao ano nesta área a partir de 2013 no Brasil, nos próximos cinco anos.

Expansão

Além da computação em nuvem, a empresa têm expandido a atuação em outras áreas. Em maio deste ano a Softtek anunciou que o Centro de Desenvolvimento Global que possui em São Paulo terá sua capacidade ampliada em mais de 30% nos próximos dois anos.

O objetivo é desenvolver produtos para áreas como mobilidade, que possam ser oferecidos a empresas de diferentes setores no Brasil e, também, outros países em que a Softtek atua. A ampliação no Brasil complementa a expansão das capacidades em seus centros em Aguascaliente e Ensenada, no México, e a que em breve ocorrerá em Saint Louis, nos Estados Unidos.

A estratégia foi traçada pela presidente global da companhia, Blanca Treviño, que quer focar em inovação para driblar a concorrência com empresas indianas de TI. De olho em seu plano de expansão, Blanca anunciou, há dois meses, a aquisição da aquisição da empresa mexicana SCAi, fornecedora especializada em soluções SAP. O objetivo é incrementar as capacidades da Softtek na área de computação em nuvem.

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