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Crescimento pode sinalizar uma onda de confiança influenciada pela política de redução de juros e estímulos fiscais implementadas pelo governo federal

Agência Estado

O Índice Nacional de Confiança dos consumidores inverteu o rumo de queda iniciado em maio deste ano e registrou alta em setembro, atingindo 158 pontos. Conforme levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)/Ipsos, o desempenho superou os 150 pontos apurados em agosto e também ficou acima do que o nível de 152 pontos registrado em setembro de 2011.

O crescimento, de acordo com a ACSP, pode sinalizar uma onda de confiança influenciada pela política de redução de juros e estímulos fiscais implementada pelo governo federal. "Esta tendência aponta uma virada no esfriamento da economia percebido no primeiro semestre deste ano. Haverá um pouco mais de otimismo no final de 2012 do que havia em 2011", analisa o economista da entidade, Emílio Alfieri.

Outra influência importante é a percepção da redução do desemprego entre os entrevistados. Em agosto, os consultados afirmaram que conheciam, em média, 3,1 pessoas sem ocupação. Em setembro, este valor caiu para 2,6. "Ele (o consumidor) se sente mais seguro e aumenta a propensão a contrair alguma dívida", destaca Alfieri.

A expectativa da entidade é que o mercado varejista perceba uma melhora mais significativa dentro de seis meses. Os setores de móveis e eletrodomésticos devem ser os mais beneficiados pelo aumento da confiança.

O levantamento também evidencia a evolução do índice de acordo com os segmentos sociais. Os mais otimistas estão nas classes A/B, com 163 pontos em setembro contra 149 em agosto. Na sequência aparece a classe C, com 157 pontos ante 149 pontos. Já as classes D/E subiram menos, passando de 136 para 139 pontos em setembro.

Na análise por região, a confiança na região Sul (182) superou a apurada na região Sudeste (171) e lidera o ranking. Em agosto, elas registraram 160 e 163, respectivamente. A região menos confiante é a Nordeste, com 124 pontos ante 117 em agosto.

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