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Opções permitem que o profissional economize sem ter de montar uma estrutura física para trabalhar

Aquele poderia ter sido um despretensioso café para o intervalo no trabalho, em que se joga conversa fora. Mas foi nele que o empresário Djeison Moreira, de 29 anos, teve a ideia de incluir em seu projeto de criar uma rede social para realização de sonhos o conceito de dar créditos às empresas participantes, para que elas pudessem tornar realidade mais desejos dos participantes. “Essa conversa de cozinha me ajudou a fechar com o primeiro cliente, o que acaba de acontecer”, comemora o empresário que mudou de Santa Catarina para o Paraná em março, com o irmão John, para tirar seu projeto do papel, a rede social Dreabe.

E a ideia dos créditos foi dada por uma pessoa que sequer tinha relação com seu projeto. Isso porque Djeison estava em um ambiente de coworking, um dos serviços disponibilizados a empresários, executivos e empreendedores para que desenvolvam seus negócios, assim como o escritório virtual e a secretária externa, que dispensam a necessidade de se montar uma estrutura física para trabalhar e, desta forma, permitem que os profissionais economizem.

No caso do coworking, o principal conceito é de unir pessoas no mesmo espaço, que continuam a trabalhar independentemente, para que compartilhem valores e busquem sinergia em seus projetos. Uma das empresas que oferece este serviço é a multinacional Hub, que surgiu em 2005 na Inglaterra e chegou em 2008 no Brasil, com a primeira unidade em São Paulo. “Além de oferecer uma estrutura de escritório, o profissional tem acesso a uma rede global de empreendedores com 4,5 mil pessoas conectadas, com o objetivo de trocar ideias, informações e serviços”, conta Renata Pinheiro de Aquino, sócia do Hub Curitiba.

Há, ainda, programas de desenvolvimento pessoal e profissional, a partir de serviços como palestras, cursos, consultoria e workshops. Paga-se R$ 45 por cinco horas mensais de trabalho no ambiente do Hub, em que estão disponíveis escritórios, mais o acesso à plataforma internacional de profissionais. É possível, ainda, pagar R$ 600 e ter acesso aos escritórios das 8h30 às 20h de segunda a sexta-feira. A pessoa leva o computador e equipamento de trabalho, mas tem acesso a telefone, armário, cozinha e internet de alta velocidade.

Existe também no mercado o serviço de escritório virtual. Nele, profissionais e empreendedores podem ter acesso a atendimento telefônico, transferência de chamadas e a um endereço físico, sem ter de manter a estrutura de uma empresa, o que é custoso. Ainda podem alugar ambientes que funcionam como estações de trabalho, salas de reunião e até mesmo auditórios para realização de eventos. Desta forma, não têm um custo fixo e sim eventual, para quando precisarem desses espaços.

“A cidade em que resolvemos implementar o serviço é caracterizada por ser ‘dormitório’, porque muitas pessoas que moram nela trabalham na Grande Rio ou em Niterói”, conta Cristhiano Brito, sócio da BC Office, empresa de São Gonçalo. “As pessoas que atendemos fazem home office. Temos um cliente que, por exemplo, trabalha em uma multinacional e só vai até a empresa alguns dias da semana, enquanto nos outros ele vem trabalhar aqui”, completa.

Contas feitas pela BC Office apontam que uma estrutura de escritório para três pessoas exige um gasto mensal de R$ 2,5 mil. No escritório compartilhado, no entanto, paga-se até R$ 500, sem contar o aluguel de salas para reuniões, o que é cobrado a parte. “O profissional ainda tem os benefícios da rede de contatos que ele forma com fornecedores e usuários do escritório, potencial para novos negócios. A gente ainda divulga a marca dele nos canais de comunicação”, afirma Brito.

Ainda mais simples é a contratação apenas de uma secretária externa. A Prestus, do empresário Alexandre Borin, oferece esse tipo de serviço. “Atendemos muitos profissionais liberais, como médicos e advogados, porque muitos deles têm uma operação em uma sala comercial, mas não têm uma secretária”, afirma ele, que tem 200 clientes neste sistema.

A ideia é oferecer um atendimento telefônico, no DDD da cidade do profissional, 24 horas por dia, sete dias da semana, sendo possível inclusive disponibilizar secretárias que dominem outros idiomas além do português. O valor mensal do serviço é de R$ 350. Além de fazer atividades relacionadas ao trabalho, a secretária também pode executar tarefas a pedido do cliente, como organizar eventos em casa ou comprar presentes para familiares.

Esses serviços são uma opção para quem tem uma estrutura pequena de trabalho e precisa ter alguém de olho nas ligações enquanto está em reunião. “Tem gente que perde contatos e clientes porque não atende o telefone”, afirma Borin.

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