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Apesar de considerar que pacote para o setor não deve criar tendência de fusão entre empresas, o ministro de Minas e Energia, afirmou que venda da Celpa "pode acontecer"

Agência Estado

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, avaliou nesta quinta-feira (13) que o pacote de medidas do governo para o setor de energia não deve criar uma tendência de fusão entre as empresas do setor. Ele informou, no entanto, que a Cemig, de Minas Gerais, está interessada em comprar a Celpa, do Pará. "É verdade. Isso pode acontecer", disse ele, acrescentando que pode ocorrer também até com outras empresas do Grupo Rede.

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Além da Cemig, a Copel já manifestou publicamente interesse em adquirir ativos do Grupo Rede. Oito empresas desse grupo estão sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desde o dia 31 de agosto. A Celpa, que também faz parte do grupo, está em recuperação judicial e não foi atingida pela intervenção.

"Este é um mercado privado, as fusões não estão proibidas e tudo que tiver que ser feito necessitará da aprovação das agências reguladoras. Mas não acredito em ambiente de fusões", destacou o ministro ao final da cerimônia de posse da nova ministra da Cultura, Marta Suplicy. Segundo ele, as empresas não estão obrigadas a fazer isso.

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Lobão ainda destacou que a legislação criada recentemente não tem o objetivo de coagir as empresas, mas ele ressalva que ou as empresas se ajustam à nova lei ou devolvem o patrimônio à União. Ele, no entanto, não acredita que isso ocorra. "Por que devolver?", questionou. Lobão considerou ainda ser natural a perda do valor das ações das empresas de energia elétrica nas bolsas nos últimos dias depois do anúncio do pacote.

Segundo ele, "em pouco tempo o mercado se reequilibra". De acordo com o ministro, as concessionárias cujos patrimônios estão totalmente amortizados ou quase totalmente amortizados que estavam ganhando muito vão passar a ganhar menos. "É uma queda natural", disse o ministro. "Mercado de ações é assim mesmo. Tem muita variação e passa por turbulências. A tendência é de depois voltar ao normal", acrescentou.

Combustíveis

O ministro não quis fazer nenhuma previsão sobre reajuste dos combustíveis para ajudar a reequilibrar as contas da Petrobras. "Tudo corre a seu tempo. Chegará o tempo de se cuidar da Petrobras", disse.