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Parque de diversões afirma que já firmou acordo para eliminar as vistorias e irá recorrer

Hopi Hari admite
Carol Garcia
Hopi Hari admite "vistoria moderada de pertences"

O parque de diversões Hopi Hari, localizado em Vinhedo (SP), foi condenado pela Justiça do Trabalho de Jundiaí a pagar uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 500 mil por submeter seus funcionários à revista íntima, vistoria de armários, bolsas e outros pertences. As informações são do Ministério Público do Trabalho (MPT), órgão que moveu a ação.

No ano passado, o Ministério Público do Trabalho havia fechado um acordo com o parque de diversões que se comprometeu a acabar com tais vistorias.

O Hopi Hari informou, por meio de nota, que realiza “uma vistoria moderada de pertences, na qual não há, em hipótese alguma, nenhum tipo de contato físico entre as partes e garante a tranquilidade e a segurança de nossos visitantes e colaboradores. Sempre agindo em conformidade com todas as leis e normas.”

Ainda segundo o Hopi Hari, apesar de o parque ter firmado o acordo para eliminar as vistorias, o MPT tentou incluir neste acordo uma multa de R$ 120 mil, o que não foi aceito pelo parque. “Posteriormente, o parque foi surpreendido por uma condenação no valor de R$ 500 mil, por uma ação cujo mérito nunca foi julgado. O parque já recorreu ao TRT [Tribunal Regional do Trabalho]”, informou a nota.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, o processo foi iniciado após um funcionário do parque ter denunciado a revista íntima e ser acusado de ter furtado R$ 14 do caixa do parque. Ainda segundo o MPT, o funcionário ficou preso durante quatro dias, uma vez que não possuía recursos para pagar uma fiança de R$ 450.