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Reações negativas ao resgate da instituição vinham sendo lideradas até agora por grupos pequenos de acionistas

A promotoria pública espanhola abriu uma investigação sobre o banco estatizado Bankia nesta quarta-feira, possivelmente potencializando as reações negativas ao resgate do credor, que até agora têm sido lideradas por grupos pequenos de acionistas.

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A unidade anti-corrupção da procuradoria está conduzindo a investigação contra o Bankia, disse um porta-voz, dando o primeiro passo para determinar se algum delito foi cometida pelo banco, que pediu 19 bilhões de euros (23,75 bilhões de dólares) em ajuda estatal.

A investigação surge como consequência do sentimento público de raiva sobre como autoridades espanholas lidaram com a listagem das ações do Bankia, no ano passado, e com sua nacionalização, no mês passado.

Aqueles que desejam lançar ações legais contra o banco estão atraindo doações por meio de "crowdfunding", um método de financiamento bastante em voga no ramo de pequenos negócios, que envolve obter dinheiro de cidadãos comuns.

Manifestante do movimento "indignados" - uma campanha de espanhois "indignados" com a maneira como o governo reagiu à crise econômica - haviam levantado 15 mil euros em 24 horas até esta quarta-feira, por meio de um site de doações, com o objetivo de iniciar um processo.

O grupo disse que deseja dar início a procedimentos civis e criminais contra a antiga administração do BFA, controlador do Bankia, e o ex-presidente do conselho do banco, Rodrigo Rato, que afastou-se do cargo em maio, pouco antes de o Bankia pedir 19 bilhões de euros em ajuda estatal.

O Bankia, prejudicado pela alta dos preços de ativos do mercado imobiliário, tornou-se o ponto focal de uma crise bancária espanhola, que ameaça forçar o país a buscar auxílio internacional.

Milhares de pequenos acionistas, atraidos pela listagem de ações do Bankia em julho após uma agressiva campanha e marketing na televisão e em agências bancárias, viram seus investimentos serem dizimados enquanto a ação do banco despencava, impulsionando o sentimento público de raiva.

O desafio aumenta a pressão para que políticos abram uma investigação formal sobre a administração do Bankia, com outros grupos de acionistas minoritários também apresentando planos para uma luta legal contra a antiga administração e órgãos reguladores.

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