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Apesar da nuvem sobre o mercado de luxo, o crescimento da classe média em países como China, Brasil e Rússia vai beneficiar o mercado mundial nesse segmento, segundo projeções

As vendas mundiais de produtos de luxo devem subir 7% por ano até 2014, impulsionadas por um crescente mercado chinês e superando qualquer grande crise econômica, previu nesta terça-feira a Boston Consulting Group.

As vendas cresceriam apenas 3% anuais no pior dos casos, definido pela BCG como uma queda de 1,5 ponto porcentual no PIB da Europa Ocidental, Estados Unidos e Japão e menor crescimento em mercados emergentes como China e Brasil.

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Os relógios mais preciosos do mundo

O comércio de produtos de luxo teve um boom nos últimos dois anos, recuperando-se da crise financeira global de 2008. No entanto, os mercados de ações ao redor do mundo se esfriaram a partir de abril por causa da crise da zona do euro, frustrante recuperação dos EUA e sinais de crescimento modesto na China.

"Se houver (menos milionários) e se há um grande esfriamento na China ou no Brasil, com certeza haverá um impacto no setor", disse Jean-Marc Bellaiche, sócio da BCG à frente da divisão de luxo.

O crescimento do chamado "luxo experimental", como viagem de aventura, spa e hotel, será maior que o de relógios e vestidos, previu a BCG. As vendas desse segmento de luxo devem crescer 12% por ano até 2014, disse o BCG.

Apesar da nuvem sobre o mercado de luxo, o crescimento da classe média em países como China, Brasil e Rússia vai beneficiar o mercado mundial de luxo.

"Ainda existe espaço para crescer", afirmou Bellaiche.

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