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O chefe de gabinete da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Luiz Eduardo Duque Dutra, disse nesta quarta-feira que a capitalização da Petrobras, por meio da cessão pela União de reservas de até cinco bilhões de barris de petróleo à companhia, deverá levar um ano para ocorrer. Segundo Dutra, os estudos para a localização e valoração das reservas já começaram e serão necessários de 30 a 60 dias para determinar o local em que a ANP fará perfurações, em parceria com a Petrobras.

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O chefe de gabinete disse não saber se as duas sondas da estatal que farão o trabalho já foram deslocadas. No entanto, ele confirmou que os estudos devem se concentrar no chamado cluster de Santos, considerado a parte mais nobre do pré-sal.

Para Dultra, após a perfuração e a delimitação das reservas, a ANP convocará uma empresa internacional de certificação. Somente com a certificação internacional das reservas a União poderá fazer a cessão onerosa que resultará na capitalização da Petrobras e no aumento da participação acionária do governo na estatal.

"Tudo vai depender muito do andamento da perfuração e das informações obtidas depois. Não estipularia prazo, mas diria que um ano é um bom prazo", afirmou Dutra, pouco antes de participar da abertura do seminário "Pré-sal e o Desenvolvimento Regional", realizado nesta manhã pela Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores do Rio de Janeiro (Ceperj). Dutra está representando no evento o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, que cancelou sua participação para participar de reunião de diretoria.

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