Tamanho do texto

Banco afirma que parte da premissa de que a fusão com Carrefour não tem caráter hostil e que respeita "princípios de ética"

O BNDES divulgou há pouco um comunicado à imprensa para prestar esclarecimentos sobre sua participação na fusão das operações do Grupo Pão de Açúcar e do Carrefour no Brasil, conforme proposta feita pela Estáter e pelo BTG Pactual.

A participação do banco estatal no acordo causou pôlemica. O braço de participações do banco, a BNDESPar, comprometeu-se a fazer um aporte de capital de 1,7 bilhão de euros (R$ 3,8 bilhões) na nova empresa.

O Casino está processando seu sócio, Abilio Diniz, em um tribunal abitral por considerar que o empresário feriu o acordo de acionistas firmado entre eles em 2006, quando pagou um prêmio pelo controle do Pão de Açúcar a Diniz.  Por contrato, o Casino exercerá o direito de ser o acionista majoritário do Grupo Pão de Açúcar em 2012.

O Casino acusa Diniz de manter conversações "secretas" com o Carrefour. Com a fusão com o Carrefour, o Casino seria minoritário na nova empresa brasileira, enquanto o Carrefour teria 50% das ações.

Veja a íntegra da nota enviada à imprensa:

"Nota de Esclarecimento

1- O BNDES vem a público esclarecer que o projeto de associação entre o Grupo Pão de Açúcar e o Carrefour, enquadrado pelo Banco, se qualifica pelo alto potencial de criação de valor para todas as partes envolvidas. A operação de renda variável, caso aprovada após rigorosa análise técnica e financeira, se dará por meio de instrumentos de mercado com expectativa de retorno atrativo para o Banco.

2- O BNDES tem como premissa que esta oferta é de caráter não hostil e confia no entendimento entre as partes envolvidas.

3- O BNDES reitera seu compromisso com a estrita observância das leis e dos contratos, baseado em rigorosos princípios de ética nos negócios e de nenhuma forma compactua com expedientes que os contrariem."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.