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Resultado mostra que a maior mineradora do mundo tem musculatura para elevar oferta pela fabricante de fertilizantes Potash

A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, disparou um tiro de alerta ao seu alvo de aquisição, a Potash, e a potenciais candidatos rivais a uma oferta ao apresentar seu melhor lucro semestral em dois anos e um robusto demonstrativo de resultados.

Entretanto, a BHP, que fez uma oferta hostil de US$ 39 bilhões pela maior fabricante mundial de fertilizantes, abafou as expectativas de que sua alta disponibilidade de caixa poderia significar um aumento substancial da oferta.

"Serei tão disciplinado nesta oferta quanto tenho sido em todos outros esforços", disse o presidente-executivo da BHP, Marius Kloppers, em teleconferência com jornalistas nesta quarta-feira.

"Os acionistas são donos da companhia e é meu dever criar mais valor para eles, e não fazer qualquer coisa a todo custo".

Os resultados mostraram que a mineradora tem musculatura financeira para elevar sua oferta de US$130 por ação da Potash, com fluxo de caixa líquido anual de US$ 17,9 bilhões.

O endividamento líquido do grupo, que já levantou US$ 45 bilhões em financiamentos para o negócio com a Potash, diminuiu para US$ 3,3 bilhões.

O lucro líquido excluindo itens extraordinários entre janeiro e junho cresceu para US$ 6,77 bilhões, cerca de R$ 12 bilhões, ante US$ 4,59 bilhões um ano antes, em linha com a previsão média de analistas de US$ 6,9 bilhões.

A BHP afirmou estar cautelosa quanto à perspectiva global de curto prazo e que a economia chinesa, maior mercado consumidor da mineradora, deve desacelerar após as recentes altas.

"Seguindo a ampla recuperação dos preços da grande maioria dos produtos da BHP, a perspectiva de curto prazo para commodities é mista", afirmou a companhia.

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