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Identificador de cores e notas de dinheiro para deficientes visuais recebe apoio de instituição de estímulo a projetos sociais

Graças ao Auire, identificador de cores e notas de dinheiro para deficientes desenvolvido com tecnologia nacional, o Brasil será representado em diversificado grupo que reúne países como Estados Unidos, Índia, Holanda, Nigéria e Paquistão. O Auire foi um dos 25 projetos escolhidos entre 285 trabalhos inscritos na competição promovida pelo Unreasonable Institute, instituição americana cuja missão é apoiar empreendedores com projetos sociais de alto impacto.

Desenvolvido por Fernando de Oliveira Gil e Nathalia Sautchuk Patrício, engenheiros formados na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Poli/USP), o Auire apresenta dois grandes diferenciais. O primeiro deles é o preço final ao consumidor, que pode chegar a R$ 100, contra os R$ 1,2 mil dos atuais aparelhos oferecidos no mercado. O outro diferencial é o fato de ser o único a reconhecer notas de real. Todos os outros identificam apenas notas de dólar.

Durante a primeira etapa, os empreendedores precisavam comprovar que os projetos tinham potencial para atingir ao menos 1 milhão de pessoas, fossem autossustentáveis no prazo de um ano e que depois de três anos pudessem ser expandidos para outros países.

Já na segunda etapa, os finalistas da competição do Unreasonable Institute precisavam receber US$ 6,5 mil em doações, num período de 50 dias. Os recursos arrecadados serão utilizados para manter os empreendedores escolhidos durante o período de treinamento nos Estados Unidos que contará com a participação de diversos especialistas na área de negócios. Ao final do curso, serão apresentados investidores interessados em apoiar projetos sociais.

Divulgação do projeto foi fundamental para conquista da vaga

Gil conta que foi necessária muita divulgação para alcançar o objetivo esperado e arrecadar as doações exigidas pela competição. Os engenheiros responsáveis pelo Auire buscaram a ajuda de diversas pessoas para a produção de vídeos e textos. “A primeira providência que tomamos foi criar o site do projeto. Colocamos o máximo de informações que já tínhamos, mostrando que não era apenas uma idéia e um protótipo”, diz.

Os criadores do Auire contam que somente perceberam a possibilidade de conquistar uma vaga no grupo após a aprovação na primeira fase. Agora, a expectativa é de que o treinamento ofereça diversas possibilidades de parcerias-chave que contribuirão para o desenvolvimento do projeto. “Espero que possamos chegar mais rápido ao mercado e melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência visual. Também esperamos incentivar os jovens a empreender na área social, e especialmente com inovação tecnológica”, afirma


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