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Fabricante francesa de reatores nucleares foi atingida por cancelamentos nos pedidos depois do desastre de Fukushima

A fabricante francesa de reatores nucleares Areva divulgou nesta quinta-feira um prejuízo consolidado líquido de 2,4 bilhões de euros (US$ 3,2 bilhões), atingida pela obrigação de cobrir atrasos de projetos e por pedidos cancelados no rastro do desastre nuclear de Fukushima.

O grupo estatal, que está sob nova gestão desde a demissão da controversa ex-presidente Anne Lauvergeon, no ano passado, também reiterou metas de receita e lucro para o período 2012-2016.

O novo presidente-executivo Luc Oursel havia alertado em dezembro que a companhia poderia registrar um prejuízo operacional no ano entre 1,4 bilhão e 1,6 bilhão de euros, amarrado a um desempenho decepcionante em suas minas de urânio na África e atrasos nas usinas nucleares de última geração na Finlândia.

A companhia não alcançou suas próprias previsões, entretanto, ao divulgar um prejuízo operacional de 1,9 bilhão de euros em 2011. Todas as suas divisões registraram prejuízos operacionais, à exceção da sua unidade que oferece serviços de reciclagem e limpeza.

A Areva tem brigado contra atrasos na construção de dois de seus reatores de última geração, enquanto a crise de Fukushima despertou um debate mundial sobre o futuro da energia nuclear e levou alguns governos a reverem suas matrizes energéticas.

A empresa também depreciou o valor total de sua aquisição UraMin, de 2,5 bilhões de dólares, feita em 2007, quando os preços do urânio estavam altos tendo como base a demanda aquecida por energia nuclear.

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