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Presidente da companhia ainda lembrou que 2011 foi um ano de entrega do processo de fusão com a Marfrig

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O presidente da BRF Brasil Foods, José Antonio Fay, afirmou que 2011 foi um ano com ambiente bastante hostil, mas que, no geral, os resultados da companhia no período foram bons. "No decorrer do ano passado tivemos a alta de 38% das cotações do milho, que foi componente forte em relação à pressão sobre os nossos custos; a alta da soja, de 15%, que também fica na mesma linha; os fenômenos naturais que ocorreram no Japão; embargo russo, entre outros", explicou o executivo, durante coletiva de imprensa.

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Fay também comentou que, além desses fatores, 2011 foi um ano de entrega do processo de fusão. "Ainda continuamos em obras e em 2012 terminaremos isso", disse, referindo-se à finalização da assinatura do contrato de troca de ativos com a Marfrig nessa semana. A previsão da conclusão do negócio é 01 de junho, com a primeira entrega de ativos em três fases, até agosto: primeiramente três unidades, depois mais cinco e finalmente duas.

"No máximo em abril temos o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)", completou o vice-presidente de assuntos corporativos da BRF, Wilson Mello Neto. Já a suspensão de marcas e produtos da BRF no mercado brasileiro acordada no Termo de Compromisso de Desempenho (TCD), que prevê a retirada em períodos de três a cinco anos.

"A partir de janeiro de 2013 a BRF será uma empresa só", completou Fay. O executivo ainda destacou que, no ano passado, a empresa investiu R$ 1,2 bilhão no País e mais R$ 200 milhões no exterior, basicamente nas compras realizadas na Argentina (Avex e Dánica). "Lançamos 280 produtos em 2011 no Brasil e nosso negócio de food service cresceu 20% em faturamento no período, atingindo uma base de 50 mil clientes", declarou o presidente da BRF.

África e Oriente Médio

Fay também destacou o desempenho das operações da companhia na África e no Oriente Médio, regiões que serão foco da BRF nos próximos anos. Na África, o aumento do faturamento foi de cerca de 30%, com aproximadamente R$ 860 milhões-ano. "É a nossa aposta de médio prazo", disse. Já na Arábia Saudita, o crescimento foi de 7% em 2011, com cerca de R$ 3 bilhões-ano.

"É um bom crescimento em uma região mais madura que a África, por exemplo. Nossa distribuição no País está expandindo e completaremos nossa operação no mercado com a fábrica", explicou Fay. A obra da unidade, que fabricará produtos processados e ficará em Abu Dhabi, no porto de Kizad, começa no próximo mês. "Pela localização estratégica, abasteceremos todo o Golfo", completou Fay.

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