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Ribeirão Preto, 21 - O vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alisio Vaz, disse desconhecer qualquer proposta do governo federal para que as companhias de distribuição façam ou financiem estoques para garantir o abastecimento de etanol por um período mínimo de um mês no País

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Ribeirão Preto, 21 - O vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alisio Vaz, disse desconhecer qualquer proposta do governo federal para que as companhias de distribuição façam ou financiem estoques para garantir o abastecimento de etanol por um período mínimo de um mês no País. "Eu desconheço essa proposta; não existe tancagem para isso (estoque de um mês), pois não foi assim que o sistema de distribuição foi estruturado", afirmou o executivo sobre matéria veiculada hoje no jornal Folha de S.Paulo. De acordo com ele, as distribuidoras são capazes de estocar no máximo uma semana de etanol. Para garantir a aquisição do combustível, as principais companhias fazem contratos de longo prazo com as usinas e destilarias. O Sindicom reúne as maiores distribuidoras brasileiras e movimenta 80% do combustível do País. Vaz lembra que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já colocou em consulta pública uma proposta de resolução para regular o mercado de etanol anidro, que é misturado na proporção de 25% à gasolina. A proposta prevê uma série de medidas para controlar a aquisição deste tipo etanol e ainda pretende criar um estoque do anidro nas usinas e nas distribuidoras entre março e abril, no pico da entressafra de cana-de-açúcar. Entre as propostas que passarão por audiência pública em julho, a ANP quer que as unidades produtoras comprovem, em 1º de março de cada ano, estoques de anidro correspondente a 8% do volume produzido entre abril do ano anterior e fevereiro do ano corrente. Já as distribuidoras teriam de comprovar estoque de anidro capaz de suprir a demanda de 15 dias de comercialização de gasolina, na média entre novembro e janeiro. Com essa medida, o órgão regulador espera adequar a oferta de gasolina à demanda crescente pelo combustível na entressafra de cana, quando há uma forte migração do hidratado para o combustível de petróleo, em função do aumento dos preços.

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