Tamanho do texto

Modalidades existentes hoje cobrem apenas a parte da lavoura afetada e não a receita que seria gerada com a produção

selo

O setor cafeeiro e o governo federal estudam um novo modelo de seguro para proteger a renda do cafeicultor em caso de prejuízos gerados pelo clima. As modalidades existentes hoje cobrem apenas a parte da lavoura afetada e não a receita que seria gerada com a produção. "Discutiu-se a implantação do seguro, inicialmente, a partir do estágio da lavoura com o chumbinho até a colheita", afirmou o presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro.

Ele disse que o instrumento forneceria cobertura ampla contra intempéries. O projeto de um novo seguro para o setor foi discutido ontem em Brasília em reunião do CNC com Edilson Alcântara, diretor do Departamento do Café, e Gerardo Fontelles, diretor do Departamento da Cana de Açúcar e Agroenergia, ambos do Ministério da Agricultura.

Leia : Ministro diz que safra de café deve resistir ao clima seco

Também participaram o coordenador geral de Apoio ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), Marconni Sobreira, entre outros. Silas Brasileiro anotou que a aplicação da taxa do novo seguro deve levar em conta a produtividade média de cada região, porém o cálculo atuário não incluirá a incidência de pragas e doenças, uma vez que não há como calcular com precisão o impacto que trazem à produção. Já a base dessa nova modalidade será o seguro agrícola convencional.

"A preocupação do governo federal é criar um seguro para manter o produtor na atividade diante de adversidades climáticas. Não havendo um seguro, o produtor não tem como continuar no campo", disse Brasileiro.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas