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País asiático é o maior importador mundial da oleaginosa e não alterou suas perspectivas de compras no curto prazo

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A redução da meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China para 7,5% em 2012 deve ter pouca influência sobre o mercado da soja, pelo menos num primeiro momento. O país asiático é o maior importador mundial da oleaginosa, mas não deve alterar suas perspectivas de compras no curto prazo porque a soja é matéria-prima para ração, e portanto um produto de alimentação básico, de acordo com Daniele Siqueira, analista da AgRural.

"O primeiro impacto deve ser sobre produtos ligados mais ao setor industrial, como o algodão. Em relação aos preços na bolsa de Chicago (CBOT), pode haver algum efeito psicológico, mas uma grande queda por causa disso, não", disse. Nesta segunda-feira, os contratos futuros operavam com leve alta no início do pregão.

Ela lembra que em 2011 a China importou 3,9% menos do que em 2010, de acordo com a Administração Geral Alfandegária, e que isso aconteceu não apenas pelo cenário de desaceleração econômica no país, mas também por margens negativas da indústria esmagadora e porque o governo reduziu o crédito para tentar segurar a inflação.

"E como eles já tinham estoques altos, havia margem de manobra para importar menos", disse Daniele. "Mas temos percebido que a China começa a estabilizar as importações de soja, até porque não dá para crescer o tempo todo como vinha crescendo." O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse em um discurso na abertura do Congresso, nesta segunda-feira, que o país pretende crescer 7,5% neste ano, depois de definir a meta de 8% durante oito anos consecutivos, de acordo com informações da Dow Jones.

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