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A oferta de grãos do Brasil deve apresentar alta de 23% até 2021, com a perspectiva de aumento da colheita em 32,9 milhões de toneladas

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A oferta de grãos do Brasil deve apresentar alta de 23% até 2021, com a perspectiva de aumento da colheita em 32,9 milhões de toneladas. O estudo "Brasil - Projeções do agronegócio 2010/11 a 2020/21", divulgado hoje pelo Ministério da Agricultura, projeta a produção de 175,8 milhões de toneladas em 2021. No ciclo 2010/11, a previsão é de que a safra alcance 142,9 milhões de toneladas. A estimativa leva em conta o cultivo de arroz, feijão, milho, soja em grão e trigo.

Essa previsão apresentada pela pasta leva em conta a expansão de 9,5% na área plantada até 2021. "O Brasil é um dos poucos países do mundo que podem ampliar a produção de alimentos com ganhos reais de produtividade e mantendo a salvo suas reservas naturais", informa a nota divulgada pelo ministério. De acordo com o comunicado, as projeções para os próximos 10 anos foram feitas com base no cenário mais conservador.

A expectativa é de que a produção de soja avance cerca de 25,9% nos próximos 10 anos, para uma colheita estimada de 86,5 milhões de toneladas em uma década. No ano passado, a produção da oleaginosa foi de 68,7 milhões de toneladas. Depois da soja, o milho deve se sobressair na produção agrícola, podendo alcançar a 65,5 milhões de toneladas no início da próxima década, o que representará um crescimento de 23,8%. Em 2010, a produção foi de 52,9 mi de toneladas.

Até 2021, a estimativa do governo é que a área total de lavouras será de 68 milhões de hectares. Atualmente, a área plantada é pouco superior a 62 milhões de hectares. A expansão deverá ocorrer por conta do plantio de soja (que passará de 24,74 milhões de hectares pra 30 milhões de hectares,) e da cana-de-açúcar, que deve subir de 9,42 milhões de hectares para 11,52 milhões de hectares.

Carnes

A produção de carnes de frango, bovina e suína deve ter um aumento de 27% na próxima década, segundo o relatório divulgado pelo Ministério da Agricultura. Hoje a produção anual é de 24,6 milhões de toneladas e a expectativa é que passe para 31,2 milhões de toneladas.

A maior variação positiva caberá à carne de frango, que subirá 30% no ciclo 2010/2021, segundo levantamento da agricultura, realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O calculo refere-se à elevação da produção atual de 12,1 milhões de toneladas para 15,7 milhões de toneladas.

Para a carne bovina, a expectativa é de aumento de 24% da produção, passando de 9,2 milhões de toneladas para 11,4 milhões de toneladas, no período. No caso da produção de carne suína, a previsão é de aumento de 20,6% da produção, devendo atingir 4,1 milhões de toneladas em 2021, ante 3,4 milhões de toneladas atuais.

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