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Empresa estima um crescimento na moagem na próxima safra de até 30%

Ao contrário de muitos grupos sucroalcooleiros do país, que preveem na safra 2011/12 um desempenho não muito diferente do registrado na atual temporada, a Bunge estima um crescimento na moagem na próxima safra de até 30% em relação à safra 2010/11.

Segundo Ricardo Santos, da área de açúcar e etanol da Bunge no Brasil, a moagem da companhia crescerá por conta das expansões de área realizadas, por uma esperada recuperação da produtividade, com lavouras de primeiro corte que produzirão mais em 11/12, e também pelo melhor desempenho das novas unidades produtoras.

"A Bunge está em processo de expansão e deve crescer no próximo ano em relação a este aqui de 25 a 30 por cento em termos de processamento de cana... Iria para 17 milhões de toneladas", declarou Santos, em entrevista a jornalistas após participar da conferência internacional promovida pela Datagro.

Com essa moagem, que também agrega as unidades incorporadas pela empresa com a aquisição da Moema, a Bunge figuraria em quarto no ranking das companhias em volume de cana processada no país.

A Bunge conta com oito unidades, com capacidade instalada de 21 milhões de toneladas por ano, que deve ser atingida em dois ou três anos, segundo o executivo.

Uma parte do aumento da moagem em 11/12 deve se dar por conta do desempenho das duas novas unidades que entraram em operação neste ano -- uma em Tocantins e outra em Minas Gerais-- que tiveram atrasos para iniciar o processamento nesta safra.

Santos comentou ainda sobre as filas de navios para carregar açúcar nos portos brasileiros, em função da elevada demanda internacional pelo produto.

Ele acredita que os congestionamentos devem ser registrados até dezembro, mas opinou que a exportação do país não deverá bater recorde em outubro, como aconteceu nos últimos três meses.

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