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Associação da indústria produtora e exportadora de carne suína se mantém otimista com as exportações em 2012

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O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, afirmou, em entrevista à Agência Estado, que continua otimista com relação às vendas externas de carne suína em 2012. Para ele, os imbróglios comerciais com a Rússia e Argentina não atrapalharão o desempenho das exportações do setor no período. O executivo afirmou, porém, que ainda é cedo para arriscar projeções.

"O momento está ruim, mas não acredito que no ano será assim. Ainda estou otimista", disse Camargo Neto. "A Rússia aos poucos está melhorando. E acredito que resolveremos os problemas com a Argentina em breve", completou. Em fevereiro, quando as barreiras comerciais argentinas foram adotadas, houve uma queda acentuada nas vendas para aquele destino: 84,97% em volume (478 t) e 84,16% em receita (US$ 1,51 milhão).

Quando entrou em vigor o embargo russo, a partir de 15 de junho do ano passado, o Brasil ficou com apenas uma unidade apta a exportar àquele país. Hoje são quatro. "Não temos novidade com relação à reversão do embargo total, mas o bom de Rússia é que quando há uma surpresa positiva, é imediata", disse, referindo-se ao processo de reabilitação de unidades para exportação na qual os embarques são realizados quase que imediatamente à decisão das autoridades.

No mês passado, as vendas para a Rússia somaram 5,96 mil toneladas, com receita de US$ 18,761 milhões. Em janeiro, quando ainda não havia um mês completo de vendas das quatro unidades habilitadas, as exportações para a Rússia foram de 2,154 mil toneladas, com receita e US$ 6,26 milhões.

Passos lentos

Outros mercados que podem contribuir para um ano bom das vendas externas de carne suína são Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e China. No caso de Japão e Coreia do Sul, a expectativa é de abertura desses mercados ainda neste ano. "(A abertura dos mercados ao produto brasileiro) está caminhando. Os processos estão bem devagar, não será de uma hora para outra", informou Camargo Neto.

Já sobre China, o executivo lembrou que os primeiros embarques diretos ao país asiático já foram realizados por todas as três empresas que tiveram unidades habilitadas para vender carne suína ao país. "Aguardamos nova missão deles para autorizarem mais unidades", disse. "Foi devagar em aves e a tendência é que seguiremos esse ritmo", completou. Até fevereiro, as exportações de carne suína brasileira à China somaram 237 toneladas, com receita de US$ 643 mil.

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