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Estudo aponta quantos empregos seriam perdidos e ainda quanto a indústria local deixaria de movimentar se suco brasileiro fosse barrado

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As indústrias brasileira e americana de suco de laranja vão destacar questões econômicas para tentar convencer a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, por sua sigla em inglês) a ser tolerante em relação aos limites de carbendazim na bebida brasileira importada pelos Estados Unidos. 

A Agência Estado apurou que na reunião de quinta-feira (26), em Washington (EUA), entre a indústria e a FDA, será apresentado um estudo dos impactos econômicos para os norte-americanos, principalmente para a Flórida, de possíveis embargos ao suco brasileiro. O estudo, encomendado pela indústria a um pesquisador americano, aponta quantos empregos seriam perdidos e ainda quanto a indústria local deixaria de movimentar se o suco brasileiro deixasse de entrar no País.

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Como o Brasil responde por 16% do suco de laranja consumido e por 56% das importações da bebida dos Estados Unidos, a indústria americana teme um colapso na produção. Por características peculiares, como cor e sabor, o suco brasileiro é utilizado na mistura ao produzido nos Estados Unidos antes de ser consumido e não existe outro fornecedor mundial para suprir a demanda americana.

Além do apelo econômico, representantes da Juice Products Association (JPA) e da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), que representam a indústria de suco dos dois países, apresentarão vários relatórios e estudos técnicos para garantir a segurança do suco brasileiro mesmo com resíduos de carbendazim.

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O uso desse princípio ativo de fungicidas é proibido desde 2009 nos Estados Unidos e, no final de 2011, a FDA informou que investigava a presença do produto químico em cargas de suco de laranja do Brasil. Apesar da ameaça, a FDA ainda não anunciou qualquer rejeição de cargas da bebida com carbendazim, mas a simples informação de que está investigando o suco brasileiro trouxe forte especulação ao mercado futuro da commodity na Bolsa de Nova York.

Ontem, o contrato março fechou no recorde histórico de 219,95 centavos de dólar por libra-peso. Hoje, após o anúncio da reunião de quinta-feira, o mesmo contrato recuou para 285 centavos por libra, queda de 0,89%.

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