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Dois mil trabalhadores de unidade do município paulista paralisaram atividades por demora de acordo coletivo

Os dois mil trabalhadores do frigorífico Marfrig Alimentos situado na cidade de Promissão (SP) entraram em greve nesta quarta-feira. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Araçatuba, a paralisação foi adotada em virtude de uma alegada demora para a conclusão do acordo da convenção coletiva de trabalho. A empresa de alimentos tem duas unidades no município.

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A data-base da categoria é 1º de maio, informa a entidade. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 10% e cesta básica de R$ 100. Além do sindicato, participa das negociações a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiasp). A última rodada de tratativas foi realizada no dia 14, mais uma vez sem acordo.

Em nota, o Marfrig informa que "quando concluída a negociação, (o resultado) deverá valer para toda a categoria de trabalhadores das indústrias de alimentação do ramo frigorífico do Estado de São Paulo". A empresa informou ainda que, até que seja acertado entre as partes o percentual de reajuste dos salários, ela concedeu para os funcionários de suas unidades em Promissão antecipação de 6,3%, entre outras antecipações. A paralisação teria levado a companhia a oferecer elevação da antecipação para 7%.

"A empresa entende que os requisitos básicos da lei de greve não foram preenchidos neste caso e espera que os trabalhadores retomem o expediente normal amanhã", diz a nota. "A empresa espera também que as tratativas entre os representantes da indústria e dos trabalhadores sejam concluídas a contento das partes o mais rápido possível”.

No início do mês, o Marfrig demitiu 250 funcionários da unidade Capão do Leão II , localizada no Rio Grande do Sul. Na ocasião, a companhia informou que a medida foi "momentânea, mas absolutamente necessária para a manutenção da estabilidade financeira da operação".

A paralisação no Marfrig em Promissão reforça uma onda de greves deflagrada no País nos últimos meses . Entre os casos mais notórios estão os metalúrgicos da Volkswagen no Paraná , os Bombeiros no Rio de Janeiro e professores em estados como Ceará, Santa Catarina, Rio e Minas Gerais.

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