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Presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar avaliou a decisão como uma batalha vencida em uma guerra que dura 30 ano

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O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, afirmou nesta quinta-feira à Agência Estado que a decisão do Senado dos Estados Unidos de revogar os subsídios anuais de R$ 6 bilhões para produtores de etanol e de derrubar a tarifa de US$ 0,54 por galão sinaliza a transformação do combustível em uma commodity global.

"É o velho sonho do setor privado e do governo da consolidação do etanol como commodity global, por meio da política comum de deixar o etanol circular livremente e de criar um mercado mundial como o do petróleo", afirmou Jank.

O executivo avaliou a decisão como uma batalha vencida em uma guerra que dura 30 anos e lembrou que a medida faz parte de uma lei de ampla de redução de subsídios, a qual deve passar pela Câmara dos Deputados e pela sanção, ou veto, do presidente Barack Obama.

"A batalha mais difícil é a do Senado, cuja representatividade dos estados agrícolas é maior que na Câmara", disse. "Se for aprovado também na Câmara, o presidente Obama não vetará", completou Jank. O executivo avaliou que as discussões na Câmara dos EUA devem ser feitas no segundo semestre e que uma aprovação final da retirada dos subsídios para os produtores de etanol só deve ser finalizada entre setembro e outubro.

Jank admitiu que o Brasil não terá um excedente exportável de etanol para o mercado norte-americano ao menos até a próxima década. "Claramente não teremos produto no curto prazo, pois a prioridade é abastecer o mercado doméstico e regular a oferta para a frota flex fuel", disse Jank, se referindo às dificuldades de oferta de etanol para o mercado brasileiro, no atual cenário de estagnação da produção de cana e de aumento na demanda.

No entanto, segundo o presidente da Unica, caso a lei de redução de subsídios passe pela Câmara e seja sancionada pelo presidente Barack Obama, há uma sinalização de um novo ciclo de investimentos do setor privado brasileiro para atender a demanda dos Estados Unidos. "O Brasil tem condições de se planejar para suprir essa possível demanda para exportação ao longo da década", disse Jank. "Assim como nos planejamos no passado para exportar 70% do açúcar que produzimos", completou.

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