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Cosan inaugura usina de R$ 1 bi no Estado e alia rodovia, hidrovia e ferrovia na logística para reduzir preço final do combustível

A produção de açúcar e álcool vive um momento particular no estado de Goiás. Na última década, o número de usinas triplicou. Há 33 em operações e outras duas em fase final de construção. Desse total, 22 usinas dedicam-se à produção de etanol. Cerca de 70% dos 48 milhões de toneladas de cana-de- açúcar colhidas no Estado têm como destino a produção do combustível. Ocorre que a região não consome todo o combustível produzido. Cerca de 40% do etanol segue para outros Estados por rodovia, o que encarece o preço final e tira competitividade do produto local.

A partir do segundo semestre, essa realidade começa a mudar. A nova usina inaugurada nesta quinta-feira pelo grupo Cosan no município de Jataí vai adotar um novo sistema de logística para escoar o etanol de Goiás. Cerca de metade dos 370 milhões de litros produzidos por safra vão deixar o Estado por um sistema que associa rodovia, hidrovia e ferrovia. A operadora será a Rumo, empresa de logística do grupo.

O etanol vai seguir por caminhões tanques em 250 km de estradas até o terminal da Cosan em Alto Taquari (MT), que dá acesso à hidrovia formada por um complexo de rios, entre eles Paraná e Tietê. O combustível será desembarcado em Anhembi (SP) ou Pedernerias (SP), de onde seguirá por ferrovia ou rodovia para Paulínea (SP).

Segundo Marcos Lutz, presidente da Cosan, a estrutura montada pelo grupo na região pemite o embarque de um bilhão de litros de etanol, quase 800 mil litros a mais do que o grupo vai escoar da unidade goiana. "Vamos oferecer nosso sistema de logística, por meio da Rumo, para usinas da região", diz Lutz.

A usina de Jataí foi apresentada pela empresa como a mais moderna do mundo. Com investimentos de R$ 1 bilhão, a unidade tem capacidade para produzir 370 milhões de litros de etanol e uma potência instalada de 105 MW. O sistema de geração de energia conta com o maior sistema de caldeiras de pressão instalado em uma usina. A Cosan vai utilizar cerca de 25% da energia produzida e fornecer para o sistema elétrico o excedente que já foi vendido nos leilões do governo. Esse excedente é capaz de abaster um milhão de residências.

A jornalista viajou a convite da Cosan

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