Tamanho do texto

Entre os dias 27 e 28 a empresa prometeu divulgar novo cronograma para quitar os débitos existentes

selo

A Doux Frangosul ainda tem débitos a regularizar com seus fornecedores. De acordo com o assessor de política agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Airton Hochscheid, entre os dias 27 e 28 a empresa prometeu divulgar novo cronograma para quitar os débitos existentes.

Em acordo firmado em 18 de abril com os seus mais de 2,2 mil produtores, a empresa reduziu em mais de 10% o atraso no pagamentos. "A empresa está fazendo alguns pagamentos diários de lotes, mas há outros em atrasos", disse o executivo, à Agência Estado. Segundo ele, em 20 de maio, data do último crédito efetuado pela empresa, se registrava atraso de 47 dias, sem contar os 45 dias que a empresa tem para realizar os pagamentos quando da entrega dos lotes.

"Hoje, esse prazo já está em mais de 60 dias, também sem contar os 45 dias de praxe da companhia, o que significa atrasos superiores a 100 dias", completou o assessor. Caso não haja um retorno da companhia nem a regularização do pagamento, a Fetag-RS pode mobilizar os integrados e realizar protesto em frente à sede da empresa, na cidade de Montenegro (RS).

Procurada pela Agência Estado, a Doux Frangosul se pronunciou por meio de comunicado. No documento, não comenta sobre o novo cronograma, reafirma que cumpriu integralmente com o acordo firmado em abril e informa que "continua realizando pagamentos diariamente e está empenhada em regularizar os prazos no menor tempo possível."

A Doux Frangosul, com dez unidades no Brasil, tem enfrentado problemas no País, com atrasos no pagamento de fornecedores desde o início de 2008, em consequência da crise econômica mundial. No final de outubro, a empresa conseguiu um empréstimo no Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e pagou somente parte dos débitos com produtores integrados de frangos e suínos. Em junho do ano passado, e empresa vendeu seus ativos de peru à Marfrig Alimentos por R$ 65 milhões. A operação, com capacidade de abate de 30 mil aves por dia, representava 6% do abate total da empresa no Brasil.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.