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Pressão crescente para cortar os gastos públicos levou a pedidos de redução da lei europeia de subsídios

A proporção dos gastos agrícolas da União Europeia depois de 2013 vai depender em grande parte do efeito da crise da dívida na zona do euro, disse a ministra da Agricultura da Dinamarca nesta quarta-feira, enquanto se preparava para liderar conversas sobre reformas de subsídios agrícolas do bloco.

A pressão crescente para cortar os gastos públicos por causa da crise da dívida do bloco levou a pedidos de redução da lei europeia de subsídio agrícola de 55 bilhões de euros (71 bilhões de dólares) por ano, que consume cerca de 40 por cento do orçamento total do bloco.

"Tenho certeza de que muitos ministros em muitos países têm os olhos fixos nos subsídios para a agricultura porque se trata de um orçamento enorme", disse a ministra dinamarquesa Mette Gjerskov em entrevista para a Reuters.

"Temos uma proposta sobre a mesa agora que vai reduzir um pouco o orçamento agrícola em termos de porcentagem. Mas muito vai depender da crise financeira na qual estamos agora. No final do ano, as coisas podem parecer diferentes", disse a ministra, cujo país mantém a presidência rotativa da UE até o final de junho.

Uma decisão final sobre o nível futuro de gastos na agricultura deve sair no final deste ano, quando os líderes europeus devem fixar o orçamento total da UE para 2014-2020, que deve ficar em cerca de 1 trilhão de euros.

Como o principal receptor dos subsídios agrícolas europeus, a França disse que vai se opor a qualquer redução nos gastos para a agricultura, enquanto a Grã-Bretanha está ansiosa em dirigir os gastos do bloco para políticas de geração de crescimento como pesquisa e inovação. A Alemanha deve ter uma palavra decisiva no resultado, e expressou seu desejo de reter uma forte política agrícola na UE depois de 2013.

Esperança de progresso

Como presidente da UE por seis meses, a Dinamarca será responsável por liderar as conversações sobre a reforma da política agrícola comum (CAP, na sigla em inglês), baseada em propostas da Comissão Europeia.

Os ministros da Agricultura do bloco terão pouca influência nas negociações orçamentárias, mas Gjerskov disse esperar um progresso significativo nas discussões sobre a reforma do CAP durante a presidência dinamarquesa.

"O importante é que não nos sentemos no conselho de agricultura e digamos 'não podemos discutir isso ou aquilo por causa do orçamento'", disse ela. "Precisamos ser capazes de termos algumas discussões coisas em princípio".

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