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Ribeirão Preto, 25 - O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, mantém suas críticas ao conselho criado para definir uma nova forma de remuneração ao citricultor

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Ribeirão Preto, 25 - O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, mantém suas críticas ao conselho criado para definir uma nova forma de remuneração ao citricultor. Segundo ele, há "um conluio para impor o Consecitrus goela abaixo dos produtores", Ele ainda pregou uma "participação crítica" da Associtrus na entidade. Hoje, a indústria processadora de suco de laranja e produtores assinaram um acordo para a criação do Consecitrus. Segundo ele, os produtores entregaram ao secretário da Agricultura de São Paulo, João Sampaio, um documento com algumas condições para que o Consecitrus fosse aprovado. "O João afirmou várias vezes que hoje não seria feito nada, mas que sairia uma carta de intenções", disse Viegas. O presidente da Associtrus citou ainda a posição da pesquisadora Margarete Boteon, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), de que sem confiança e sem equilíbrio de forças seria difícil o Consecitrus dar certo. "Não há confiança e, muito menos, equilíbrio de forças, com a pressão da indústria sobre o produtor, bem como há movimentações para que se coloquem produtores ligados à indústria no controle da entidade de citricultores que indicará o represente no Consecitrus", disse Viegas. "Ou nos isolávamos, ou participaríamos de maneira crítica; e foi o que fizemos", concluiu.

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