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Elevados preços do produto levaram algumas fábricas a usar mais fibras químicas; China é o maior comprador mundial da commodity

A China, maior importador de algodão do mundo, liberou neste mês cotas adicionais para importações de 800 mil toneladas de algodão, além de uma cota de 1,89 milhão de toneladas liberada no início deste ano, e o governo deve liberar mais se houver demanda, disse a Associação de Algodão da China nesta sexta-feira.

Segundo a entidade, a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento disse que o governo pode utilizar outros meios para resfriar os preços domésticos do algodão, agora em nível recorde de alta, de acordo com um informe publicado em sua página na internet.

Além da escassez de oferta após a baixa colheita do último ano, a especulação também ajudou a conduzir os preços para cima, disse a comissão. Algumas fábricas têm armazenado algodão prevendo preços ainda maiores, informou o relatório. A comissão, em uma reunião conjunta com a indústria de algodão, alertou que a demanda do setor têxtil pode não ser tão promissora como o previsto.

Os elevados preços do algodão levaram algumas fábricas a usarem mais fibras químicas. As encomendas para exportação do setor avançaram, mas ainda estão distantes dos níveis de antes da crise financeira, disse.

Alguns fatores incertos, incluindo a expectativa de um elevado iuan, atritos do mercado, a crise financeira da Europa e outros, podem deixar o cenário para exportações menos otimista na segunda metada do ano, acrescentou a comissão.

A China, maior importador e consumidor de algodão do mundo, deve plantar praticamente a mesma área do último ano. Apesar das condições climáticas desfavoráveis, algumas áreas estão tentando replantar algodão após temperaturas congelantes em Xinjiang, maior região de algodão.

As importações de algodão na China em abril subiram 123,2% no ano para 323,9 mil toneladas, com as aquisições dos Estados Unidos avançando 52%, para 129,9 mil toneladas.

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