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Indústria deve priorizar a moagem para ao menos repor os estoques baixos do suco de laranja, diz pesquisadora

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A safra 2011/2012 de laranja no parque comercial citrícola do Estado de São Paulo e do Triângulo Mineiro, maior produtor mundial da fruta, ainda segue com preços indefinidos nas negociações entre indústria e citricultores. A avaliação é da pesquisadora Margarete Boteon, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

"Apenas nas próximas semanas devemos ter uma sinalização de valores", disse ela, durante a Semana da Citricultura, em Cordeirópolis (SP). Segundo Margarete, no entanto, uma avaliação preliminar aponta que, mesmo com uma safra grande - em torno de 370 milhões de caixas de 40,8 kg, a maior desde 2004, quando a produção chegou a 377,8 milhões de caixas - a indústria deve priorizar a moagem para ao menos repor os estoques baixos do suco de laranja.

"É possível que os valores (aos produtores) sejam bons, mas ainda não foram fechados", afirmou. "Já os contratos fechados no ano passado são atrativos", completou. Caso os preços sejam nos níveis do ano passado, entre R$ 14 e R$ 15 por caixa para a fruta comprada durante a safra, e com picos de até R$ 28, com a rara oferta da fruta na entressafra, a pesquisadora do Cepea/Esalq aponta para uma necessidade da retomada dos investimentos no trato dos pomares em 2011. "Com isso, a competitividade do Brasil seria imbatível", afirmou Margarete.

Estoques

Na avaliação da pesquisadora do Cepea, caso a indústria brasileira consiga processar as 300 milhões de caixas da fruta em 2011/2012, os estoques de passagem, em junho de 2012, devem se manter iguais aos de junho deste ano, em torno de 140 mil toneladas de suco de laranja concentrado e congelado. O volume é o menor dos últimos anos, suficiente para apenas dois meses de exportação do Brasil e quase metade das 275 mil toneladas de suco estocadas na safra anterior.

"A indústria quer ampliar o processamento para 330 milhões de caixas, o que é uma meta ambiciosa, mas necessária se quiser ter conforto nos estoques", disse. Caso o processamento atinja as 330 milhões de caixas, os estoques podem voltar próximos aos níveis de 2010, de acordo com Margarete.

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